terça-feira, 9 de agosto de 2011

ANTE O SUBLIME

"Não faças tu comum o que Deus purificou". (ATOS, 10:15).

Existem expressões no Evangelho que, à maneira de flores a se
salientarem num ramo divino, devem ser retiradas do conjunto para
que nos deslumbremos ate o seu brilho e perfume peculiares.
A voz celeste, que se dirige a Simão Pedro, nos Atos, abrange
horizontes muito mais vastos que o problema individual do apóstolo.
O homem comum está rodeado de glórias na Terra, entretanto,
considera-se num campo de vulgaridades, incapaz de valorizar as
riquezas que o cercam.
Cego diante do espetáculo soberbo da vida que lhe emoldura o
desenvolvimento, tripudia sobre as preciosidades do mundo, sem
meditar no paciente esforço dos séculos que a Sabedoria Infinita
utilizou no aperfeiçoamento e na seleção dos valores que o rodeiam.
Quantos milênios terá exigido a formação da rocha?
Quantos ingredientes se harmonizam na elaboração de um simples
raio de sol?
Quantos óbices foram vencidos para que a flor se materializasse?
Quanto esforço custou a domesticação das árvores e dos .animais?
Quantos séculos terá empregado a Paciência do Céu na estruturação
complexa da máquina orgânica em que o Espírito encarnado se
manifesta?
A razão é luz gradativa, diante do sublime.
Não te esqueças, meu irmão, de que o Senhor te situou a experiência
terrestre num verdadeiro paraíso, onde a semente minúscula retribui
na média do infinito por um e onde águas e flores, solo e atmosfera
te convidam a produzir, em favor da multiplicação dos Tesouros
Eternos.
Cada dia, louva o Senhor que te agraciou com as oportunidades
valiosas e com os dons divinos. . .
Pensa, estuda, trabalha e serve.
Não suponhas comum o que Deus purificou e engrandeceu.