terça-feira, 1 de novembro de 2011

ALÉM DA CARNE

Depois da morte do corpo:                                                
         A frase amiga que houvermos proferido no estímulo ao bem será um trecho harmonioso do cântico de nossa felicidade.
         A opinião caridosa que formulamos acerca dos outros, converter-se-á em recurso de benignidade da Justiça Divina, no exame dos nossos erros.
         O pensamento de fraternidade e compreensão com que nos recordamos do próximo transformar-se-á em fator de nosso equilíbrio.
         O gesto de auxílio aos irmãos do nosso caminho oferecer-nos-á sublime colheita de alegria.
         Mas, igualmente, além túmulo:
         A maledicência de nossa alma e de nossa boca será tremendo espinheiro a provocar-nos dilacerações e feridas.
         A nossa indiferença para com as amarguras do próximo aparecerá por desolada geleira à frente dos nossos passos.
         A nossa preguiça surgirá como sendo terrível gerador de miséria.
         A nossa crueldade exibirá, na tela de nossas consciências a constante repetição dos quadros deploráveis de nossos delitos e de nossas vítimas, compelindo-nos à aflitiva demora em escuras paisagens purgatoriais.
         A morte é o retrato da vida.
         A verdade revelará a chapa do teu próprio destino as imagens que estiveres criando, sustentando e movimentando, no campo da existência.
         Se desejas, assim , a ventura e a tranqüilidade, além das fronteiras de cinza do sepulcro, semeia, enquanto é tempo, a luz e a sabedoria que pretendes recolher nas sendas da ascensão eterna.
         Hoje-plantação, segundo a nossa vontade.
         Amanhã – seara, conforme a lei.
         Se agora cultivarmos a sombra, decerto, encontraremos, depois a resposta das trevas. Se porém, semeamos o amor e a simpatia, onde nos encontramos, indiscutivelmente, mais tarde, penetraremos, ditosos, a beleza divina da Imortalidade Vitoriosa.
 
Extraído do livro Bênçãos de Amor. Autores Diversos
Psicografia de Francisco Cândido Xavier.