domingo, 11 de dezembro de 2011

CRISTO EM CASA

Contrapondo-se à onda crescente da loucura que irrompe avassaladora de
tõda parte, e domina, penetrando os lares e os destroçando, o Evangelho de
Jesus, hoje como no passado, abre larga faixa para a esperança, facultando a
visão de um futuro promissor onde os desassossegos do coração não terão
ensejo de medrar.
A par da lascívia e do moderno comércio do erotismo, que consomem as
mais elevadas aspirações humanas na Indústria da devassidão, as se-mentes
luminosas da Boa Nova, plantadas na intimidade do conjunto familiar,
desdobram-se em embriões de amor que enriquecem os espíritos de paz,
recuperando os homens portadores das enfermidades espirituais de longo
curso e medicando-os com as dádivas da saúde.
Enquanto campeia a caça desassisada aos estupefacientes e barbitúricos a
os narcóticos e aos excessos do sexo em desalinho, a mensagem do Reino de
Deus cada semana, na família, representa placebo valioso que consegue
recompor das distonias psíquicas aquêles que jazem anestesiados sob o jugo
de forças ultrizes e vingadoras de existências pretéritas.
Há mais enfermos no mundo do que se supõe que existam. Isto porque, no
reduto familiar raramente fecundam a conversação edificante, o entendimento
fraterno, a tolerância geral, o amor desinteressado... Vinculados por
compromissos vigorosos para a própria evolução, os espíritos reencarnam-se
no mesmo grupo cromossomático, endividados entre si, para o necessário
reajustamento, trazendo nos refolhos da memória espiritual as recordações
traumáticas e as lembranças nefastas, deixando-se arrastar, invariàvelmente, a
complexos processos de obsessão recíproca, graças ao ódio mantido, às animosidades
conservadas e nutridas com as altas contribuições da rebeldia e da
violência.
Em razão disso, o desrespeito grassa, a revolta se instala, a indiferença
insiste e a aversão assoma...
A família, em tais circunstâncias, se transforma em palco de tragédias
sucessivas, quando não se faz aduana de traições e desídias...
Estimulando os desajustes que se encontram inatos nos grupos da
consangüinidade, a hodierna técnica da comunicação malsã tem conspirado
poderosamente contra a paz do lar e a felicidade dos homens.
* * *
Cristo, porém, quando se adentra pelo portal do lar, modifica a paisagem
espiritual do recinto.
As cargas de vibrações deletérias, os miasmas da intolerância, os tóxicos
nauseantes da ira, as palavras azedas vão rareando, ao suave-doce contágio
do Seu amor e se modificam as expressões da desarmonia e do desconfôrto,
produzindo natural condição de entendimento, de alegria, de refazimento.
Cristo no lar significa comunhão da esperança com o amor.
A Sua presença produz sinais evidentes de paz, e aquêles que antes
experimentavam repulsa pelo ajuntamento doméstico descobrem sintomas de
identificação, necessidade de auxílio mútuo.

Com Jesus em casa acendem-se as claridades para o futuro, a iluminar as
sombras que campeiam desde agora.
* * *
Abre o “livro da vida” e medita nos “ditos do Senhor» pelo menos uma vez
na semana, entre aquêles que vivem contigo em conúbio familiar. Mergulha a
mente nas suas lições, embriaga o espírito na esperança, sorve a água lustral
da “fonte viva” generosa e abundante, esquece os painéis tumultuados que são
habituais e marcha na direção da alegria.
Se não consegues a companhia dos que te repartem a consangüinidade
para tal ministério, não desfaleças. Faze-o, assim mesmo.
Se assomam óbices inesperados não descoroçoes, insistindo, ainda assim.
Se surprêsas infelizes conspiram à hora do teu encontro semanal com Ele,
não desesperes e retoma as tentativas, perseverando...
Quando Cristo penetra a alma do discípulo, refá-la, quando visita a família
em prece, sustenta-a.
Faze do teu lar um santuário onde se possa aspirar o aroma da felicidade e
fruir o néctar da paz.
* * *
Sob o dossel das estrêlas, no passado, o Senhor, enquanto conosco,
instaurou nos lares humildes dos discípulos o convívio da prece, da palestra
edificante, inaugurando a era da convivência pacífica, da discussão produtiva,
do intercâmbio com o Mundo Excelso...
Abrindo-lhe o lar uma vez que seja, em cada sete dias, experimentarás com
Ele a inexcedível ventura de aprender a amar para bem servir e crescer para a
liberdade que nos alçará além e acima das próprias limitações, integrando-nos
na família universal em nome do Amor de Nosso Pai.
*
“Senhor, não sou digno de que entres em minha casa”.
Mateus: capítulo 8º, versículo 8.
*
“Um dia, Deus, em sua inesgotável caridade, permitiu que o
homem visse a verdade varar as trevas. Esse dia foi o do advento
do Cristo. Depois da luz viva, voltaram as trevas. Após alternativas
de verdade e obscuridade, o mundo novamente se perdia. Então,
semelhantemente aos profetas do Antigo Testamento, os Espíritos
se puseram a falar e a adverti-los, O mundo está abalado em seus
fundamentos; reboard o trovão. Sêde firmes!”
Capítulo 1º — Item 10.