quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Orando no Natal


Senhor!
Enquanto vibram as emoções festivas e muitos homens se banqueteiam, evocando aquele
Natal que Te trouxe à Terra, recolhemo-nos em silêncio para orar. Há tanta dor no mundo
Senhor! Os canhões calam os seus troares, momentaneamente, as bombas destruidoras
cessam de cair por alguns instantes, nos países em guerra, enquanto nós oramos pêlos que
mercantilizam vidas, fomentando conflitos e beligerâncias outras; pêlos que escorcham as
populações esfaimadas sob leis impiedosas e escravizantes; pêlos que se comprazem, como
se fossem abutres em forma humana, com a renda nefanda das casas do comércio carnal;
pêlos que exploram os vícios e acumulam usuras com o fruto da alucinação de obsidiados
ignorantes da própria enfermidade; pêlos que malsinam moçoilas e rapagotes inexperientes,
deslumbrados com o fastígio mentiroso da ilusão; pêlos que difundem a literatura perversa e
favorecem a divulgação da criminalidade; pêlos que fazem enlouquecer, através dos
processos escusos, decorrentes da cultura que perverte mentes e corações; pêlos que se
locupletam com as moedas adquiridas mediante o infanticídio hediondo; pêlos que dormem
para a dignidade e sorriem nos pesadelos do torpor moral, que os invadem!
Senhor!
Diante das crianças tristonhas e dos velhinhos estropiados, dos enfermos ao abandono e dos
atormentados à margem da sociedade, lembramo-nos de rogar por todos eles, mas não nos
esquecemos de Te suplicar pêlos causadores da miséria e do infortúnio.
"Não sabem o que fazem!" - perdoa-os Senhor! Neste Natal, evocando o momento em que
as Altas Esferas seguiram contigo à Terra, até o singelo recinto de animais, para o Teu
mergulho na névoa dos homens, espace, novamente, misericórdia e esperança para todos, a
fim de que o Ano Novo seja, para sofredores e responsáveis pelo sofrimento, a antemanhã
da Era do Espírito Imortal de que Te fizeste paradigma após o martírio da Cruz.