terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Crenças e carma


“... A quem, pois, culpar de todas as suas aflições senão a si mesmo?
O homem é, assim, num grande número de casos, o artífice dos seus
próprios infortúnios; mas, em vez de o reconhecer, ele acha mais simples,
menos humilhante para a sua vaidade, acusar a sorte, a Providência...”


 Mentalidade é a capacidade intelectual, ou seja, o conjunto de crenças,
costumes, hábitos e disposições psíquicas de um indivíduo. São registros
profundos situados no corpo espiritual, raízes de nosso modo de agir e pensar,
acumulados na noite dos tempos.
Nossa mentalidade atrai tudo aquilo que irradiamos consciente ou
inconscientemente.
Portanto, certos conceitos que mantemos atraem prosperidade e nos
fazem muito bem; outros tantos nos desconectam do progresso e da realidade
espiritual.
Porque ainda não vemos as coisas sem o manto da ilusão é que
acreditamos em prêmios e castigos; na realidade, suportamos apenas as
conseqüências de nossos atos.
Dessa forma, tudo o que está acontecendo em tua vida é produto de tuas
crenças e pensamentos que se materializam; não se trata, pois, de punições
nem recompensas, mas reações desencadeadas pelas tuas ações mentais.
Certas idéias sobre o carma não condizem com a coerência e com a lógica
da reencarnação, levando-te a interpretações distorcidas e irreais sobre as Leis
Divinas.
Carma, em sânscrito, quer dizer simplesmente”ação”.
Tuas ações, ou seja, teus carmas são positivos ou negativos, de
conformidade com o que fizeste e segundo tuas convicções e valores pessoais.
Deus não julga os atos pessoais, mas criou leis perfeitas que dirigem o
Universo. Porque tens o livre-arbítrio como patrimônio, é que deves admitir que
a vida dá chances iguais para todos:
a diferença está na credulidade de cada um.
A seguir, algumas formas negativas de pensar: “Não posso mudar, é
meu carma”; “Tenho que sofrer muito, são erros do passado”.
Se golpearmos algo para a frente, este objeto terá a força e a direção
que lhe imprimirmos.
Se continuarmos, pois, a golpeá-lo, recolheremos sucessivos retornos
com relativa freqüência e intensidade, conforme nossa ação promotora.
São assim teus carmas: atos e atitudes que detonas continuadas vezes,
vida após vida, recebendo, como conseqüência, as reações decorrentes de tua
liberdade de agir.
Por que, então, não mudas teu carma?
Jesus afirmou que as ações benevolentes impedem os efeitos
negativos, quando asseverou:
“Muito lhe foi perdoado porque muito amou, mas a quem pouco se
perdoa, é porque pouco ama”. (1) Ou ainda: “O amor cobre a multidão de
pecados”. (2)

Algumas religiões e sociedades vingativas e condenadoras impuseram a
crença da punição como forma de resgatar a consciência intranqüila perante as
leis morais. Outras, mais radicais ainda, diziam que somente o sofrimento e o
castigo até a “quarta geração” (3) eram o tributo necessário para que as
criaturas pudessem se harmonizar perante o tribunal sagrado, com isso
olvidando que a Providência Divina usa como método real de evolução apenas
a educação e o amor.
Aquele que muito amou foi perdoado, não aquele que muito sofreu. O
amor é que cobriu, isto é, resgatou a multidão dos pecados, não a punição ou o
castigo.O sofrimento apenas nos serve como “transporte das almas” de retorno
ao amor, de onde saímos, fruto da Paternidade Divina. A função da dor é
ampliar horizontes para realmente vislumbrarmos os concretos caminhos
amorosos do equilíbrio.
Como o golpe ao objeto pode ser modificado, repensa e muda também
tuas ações, diminuindo intensidades e freqüências e recriando novos roteiros
em tua existência.
Transformar ações amando é alterar teu carma para melhor, atraindo
pessoas e situações harmoniosas para junto de ti.
(1) Lucas 7:47.
(2) 1º Pedro 4:8.
(3) Êxodo 34:7.

Renovando Atitudes/FCX