terça-feira, 10 de janeiro de 2012

NA PREGAÇÃO


"Eu de muito boa-vontade gasta- rei e me deixarei gastar pelas
vossas almas, ainda que, amando-vos cada .vez mais, seja menos
amado." - Paulo. (II CORINTIOS, 12:15.)





 Há numerosos companheiros da pregação salvacionista que, de bom
grado, se elevam a tribunas douradas, discorrendo preciosamente
sobre os méritos da bondade e da fé, mas, se convidados a contribuir
nas boas obras, sentem-se feridos na bolsa e recuam apressados, sob
disparatadas alegações.
Impedimentos mil lhes proíbem o exercício da caridade e afastam-se
para diferentes setores, onde a boa doutrina lhes não constitua
incômodo à vida calma.
Efetivamente, no entanto, na prática legítima do Evangelho não nos
cabe apenas gastar o que temos, mas também dar do que somos.
Não. basta derramar o cofre e solucionar questões ligadas à
experiência do corpo.
E imprescindível darmo-nos, através do suor da colaboração e do
esforço espontâneo na solidariedade, para atender, substancialmente,
as nossas obrigações primárias, à frente do Cristo.
Quem, de algum modo, não se empenha a benefício dos
companheiros, apenas conhece as lições do Alto nos círculos da
palavra.
Muita gente espera o amor alheio, a fim de amar, quando tal atitude
somente significa dilação nos empreendimentos santificadores que
nos competem.
Quem ajuda e sofre por devoção à Boa Nova, recolhe suprimentos
celestes de força para agir no progresso geral.
Lembremo-nos de que Jesus não só cedeu, em favor de todos,
quanto poderia reter em seu próprio benefício, mas igualmente fez a
doação de si mesmo pela elevação comum.
Pregadores que não gastam e nem se gastam pelo engrandecimento
das idéias redentoras do Cristianismo são orquídeas do Evangelho
sobre o apoio problemático das possibilidades alheias; mas aquele
que ensina e exemplifica, aprendendo a sacrificar-se pelo erguimento
de todos, é a árvore robusta do Eterno Bem, manifestando o Senhor
no solo rico da verdadeira fraternidade.