segunda-feira, 5 de março de 2012

O ALIMENTO ESPIRITUAL

O professor lutava na escola com um grande problema.
Os alunos começaram a ler muitas histórias de homens maus, de roubos
e de crimes e passaram a viver em plena insubordinação.
Queriam imitar aventureiros e malfeitores e, em razão disso, na escola e
em casa apresentavam péssimo comportamento.
Alguns pronunciavam palavrões, julgando-se bem-educados, e outros se
entregavam a brinquedos de mau gosto, acreditando que assim mostravam
superioridade e inteligência.
Esqueciam-se dos bons livros.
Zombavam dos bons conselhos.
O professor, em vista disso, certo dia reuniu todas as classes para a
merenda costumeira, apresentando uma surpresa esquisita.
Os pratos estavam cheios de coisas impróprias, tais como pães envolvidos
em lama, doces com batatas podres, pedaços de maçãs com tomates
deteriorados e geléias misturadas com fel e pimenta.
Os meninos revoltados gritavam contra o que viam, mas o velho educador
pediu silêncio e, tomando a palavra, disse-lhes:
— Meus filhos, se não podemos dispensar o alimento puro a beneficio do
corpo, precisamos também de alimento sadio para a nossa alma. O pão
garante a nossa energia física, mas a leitura é a fonte de nossa vida espiritual.
Os maus livros, as reportagens infelizes, as difamações e as aventuras
criminosas representam substâncias apodrecidas que nós absorvemos,
envenenando a vida mental e prejudicando-nos a conduta. Se gostamos das
refeições saborosas que auxiliam a conservação de nossa saúde, procuremos
também as páginas que cooperam na defesa de nossa harmonia interior, a fim
de nunca fugirmos ao correto procedimento.
Com essa preleção, a hora da merenda foi encerrada.
Os alunos retiraram-se cabisbaixos.
E, pouco a pouco, a vida dos meninos foi sendo retificada, modificando-se
para melhor.