quinta-feira, 8 de março de 2012

O PERDÃO JUSTO

Em certa cidade européia, um homem ignorante, considerado malfeitor,
foi condenado à morte na forca.
O juiz fora severo no julgamento.
Afirmava que o infeliz era grande criminoso e que só a pena última podia
solucionar-lhe a situação.
Alguns dias antes do enforcamento, o magistrado veio ao cárcere, em
companhia de um filho, jovem alegre e de bom coração que, em se aproximando
de velho soldado, pôs-se a examinar-lhe a arma de fogo.
Sem que o rapaz pudesse refletir no perigo do objeto que revirava nas
mãos, um tiro escapou, rápido, e, com espanto de todos, a bala, em disparada,
alojou-se num dos braços do condenado à morte, que observava a cena,
tranqüilamente da grade.
Banhado em sangue, foi socorrido pelo juiz e pelos circunstantes e, porque
a palavra do magistrado fosse dura e cruel para o filho irrefletido, o prisioneiro
lembrou os ensinamentos de Jesus, ajoelhou-se aos pés do visitante
ilustre e suplicou-lhe desculpas para o moço em lágrimas, afirmando que o
jovem não tivera a mínima intenção de magoá-lo.
O juiz notou a profunda sinceridade da rogativa e, em silêncio, passou a
reparar que o condenado era portador de nobre coração e de inexprimível
bondade.
No dia imediato, promoveu medidas para a revisão do processo que lhe
dizia respeito e, em pouco tempo, a pena de morte era comutada para somente
alguns meses de prisão.
Perdoando ao rapaz que o ferira, o prisioneiro encontrou o perdão justo
para as suas faltas, conseguindo, desse modo, recomeçar a vida, em bases
mais sólidas de paz, confiança, trabalho e alegria.