sábado, 17 de março de 2012

Sementes Divinas

Quando se te fale acerca do muito para liquidar as necessidades humanas, não
menoscabes o pouco que sejas capaz de fazer, em auxílio ao próximo, repartindo o
coração em pedaços de entendimento e de amor.
O prato do socorro fraterno não resolve o problema da fome; no entanto, pode
ser hoje a benção que reerguerá as energias de alguém, à beira da inanição, afim de que
o trabalho amanhã lhe retire os passos do nevoeiro de desencanto e aflição.
A peça de roupa ao companheiro em andrajos não resolve o problema da nudez,
mas pode ser hoje o apoio substancial em benefício de alguém que o frei vergasta e que
amanhã se converterá em fonte viva de amparo aos desabrigados da Terra.
O livro nobilitante colocado nas mãos do amigo em dificuldade, não resolve o
problema da ignorância; todavia, pode ser hoje a luz providencial para alguém que as
sombras envolvem e que amanhã se fará núcleo irradiante de idéias renovadoras para
milhares de criaturas sedentas de orientação e de paz.
Os minutos rápidos de conversação esclarecedora que dispenses ao
companheiro enredado nas teias da influência nociva, não resolve o problema da
obsessão; no entanto, pode ser hoje a escora salvadora para alguém que a perturbação
ameaça e que amanhã se transformará em coluna viva de educação espiritual, redimindo
os sofredores do mundo.
Não menosprezes a migalha de cooperação com que possas incentivar a
sustentação das boas obras.
Recorda o óbulo da viúva, destacado por Jesus como sendo a dádiva mais rica
aos serviços da fé, pelo sacrifício que a oferenda representava. Não apenas isso.
Rememoremos o dia em que o Senhor, abençoando cinco pães e dois peixes, alimentou
extensa multidão de famintos.
Em verdade, quaisquer migalhas conosco ou simplesmente por nós, serão
sempre migalhas, mas se levadas ao serviço do bem, com Jesus, serão sementes divinas
de paz e alegria, instrução e progresso, beneficência e prosperidades no mundo inteiro.