quinta-feira, 12 de abril de 2012

NA SUBLIME INICIAÇÃO

Quando Jesus nos convocou à perfeição, conhecia claramente a carga de falhas
e deficiências de que estamos ainda debitados perante a Contabilidade da Vida.
Urge, assim, penetrar o sentido de semelhante convite, aceitando, de nossa
parte, a sublime iniciação.
Na subida áspera em demanda aos valores eternos, as Leis do Universo não nos
reclamam qualquer ostentação de grandeza espiritual. Criaturas em laboriosa marcha na
senda evolutiva atendamos, desse modo, aos alicerces do aprendizado.
Nas horas de crise, os Estatutos Divinos não nos rogam certidões de
superioridade a raiarem pela indiferença, e sim, que saibamos sofrê-las com reflexão e
dignidade, assimilando os avisos da experiência.
Renteando com injúrias e zombarias, as instruções do Senhor não exigem de
nós a máscara da impassibilidade, e sim, que as vençamos de ânimo forte, assimilandolhes
a passagem com a benção da compreensão fraternal.
Defrontados por tentações, a vida não espera que estejamos diante delas, em
regime de anestesia, e sim, que busquemos neutralizá-las com paciência e coragem,
entesourando os ensinos de que se façam mensageiras, em nosso próprio favor.
Desafiados pelas piores desilusões, não nos pedem os Regulamentos da
Eternidade qualquer testemunho de aridez moral, e sim, que diligenciemos esquecê-las
sem a menor manifestação de desânimo, abraçando mais amplas demonstrações de
serviço.
Abstenhamo-nos de adornar a existência com expectações ilusórias. Somos
criaturas humanas, a caminho da sublimação necessária e, nessa condição, errar e
corrigir-nos para acertar sempre mais, são impositivos de nosso roteiro. Conquanto isso,
porém, permaneçamos convencidos, desde hoje, de que se por agora não nos é possível
envergar a túnica dos anjos, podemos e devemos matricular-nos na escola dos espíritos
bons.