segunda-feira, 7 de maio de 2012

Bem-aventurados os justos

Você se considera uma pessoa justa?

        As respostas certamente são as mais variadas.

        Uns dirão que nunca refletiram sobre o assunto.

        Outros responderão imediatamente que não, que não se consideram justos.

        Outros mais se consideram muito justos, e assim por diante.

        Primeiramente, seria interessante definir o que seja justiça.

        Na visão cristã, a justiça consiste em cada um respeitar os direitos dos demais.

        E as bases da justiça estão na afirmativa do Cristo de que queiramos para os outros o que queremos para nós.

        Jesus coloca o próprio indivíduo como referencial da justiça já que ninguém, em sã consciência, deseja o mal para si mesmo.

        Entendendo a justiça dessa maneira, se observarmos as nossas ações diárias perceberemos que não temos sido muito justos, salvo raras exceções.

        No lar, por exemplo, quando deixamos de fazer a parte que nos cabe, no contexto familiar, estamos procedendo com injustiça.

        É muito comum deixarmos portas e gavetas abertas, objetos fora do lugar, sujeiras espalhadas pelo chão, sem percebermos que estamos sendo injustos, pois alguém terá que fazer o que caberia a nós.

        Não agimos com justiça ao estacionar o veículo ocupando espaços além do que necessitamos, impedindo que outros motoristas usem a vaga.

        No trabalho, quando usamos material exageradamente, desperdiçando sem necessidade, agimos com injustiça.

        Quando aproveitamos o tempo que nos está sendo remunerado pela empresa para fazer coisas particulares, somos injustos.

        É comum enviarmos um fax, por exemplo, numa folha de papel contendo apenas algumas linhas. Além do desperdício do nosso papel, estamos obrigando o receptor a gastar sua bobina além do necessário. É injusto.

        Pessoas que jogam papéis e outros objetos nas ruas e calçadas, agem com injustiça, mesmo que queiram desculpar seu gesto alegando que alguém é pago para fazer a limpeza.

        Se levarmos em conta que a verdadeira justiça consiste em fazermos aos outros o que gostaríamos que os outros nos fizessem, ainda estamos distantes de nos considerarmos pessoas justas.

        O que ocorre, normalmente, é que queremos ver os nossos direitos respeitados, sem nos importar com o respeito que devemos aos demais, como prescreve a Doutrina Cristã.

        Vale lembrar, no entanto, que, se somos injustos nas pequenas coisas, o seremos também nas grandes, pois Jesus recomenda que se quisermos ser grandes, antes, temos que aprender a ser pequenos. E isso é muito lógico.

        Ninguém nasce já adulto. Construímos o nosso caráter aos poucos.

        Dessa forma, praticando a justiça nas pequenas situações, estaremos nos preparando para a justiça em maior amplitude. Esse é o caminho.
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        Embora a justiça dos homens não catalogue nossos pequenos delitos, eles não passam despercebidos pelas Leis Divinas.

        Assim sendo, vale a pena agirmos com correção em todas as circunstâncias, pois conforme assegura nosso Irmão Maior, Jesus, receberemos de conformidade com as nossas obras, sejam elas grandes ou não.

Redação do Momento Espírita.