segunda-feira, 6 de agosto de 2012

CONVITE AO AMOR

“Um novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos
outros.”
(João: capítulo 13º, versículo 34.)



O amor é o estágio mais elevado do sentimento.
O homem somente atinge a plenitude quando ama. Enquanto anseia e
busca ser amado, foge à responsabilidade de amar e padece infância
emocional.
No contexto social da atualidade hodierna, todavia, a expressão amor sofre
a desvalorização do seu significado para experimentar a decomposição do
tormento sexual, que não passa de instinto em desgoverno.
Sem dúvida, o sexo amparado pelo amor caracteriza a superioridade do
ser, facultando-lhe harmonia íntima e perfeito intercâmbio de vibrações e

hormônios a benefício da existência.
Sexo sem amor, porém, representa regressão da inteligência às formas
primeiras do desejo infrene, com o comprometimento das aspirações elevadas
em detrimento de si mesmo e dos outros.
Por essa razão, vige em todos os departamentos do Cosmo a mensagem
do amor.
Na perfeita identificação das almas o amor produz a bênção da felicidade
em regime de paz.
Nem sempre, porém, se encontrará no ser amado a recíproca. Importa, o
que é essencial, amar, sem solicitação.
De todos os construtores do pensamento universal, o amor recebeu a
contribuição valiosa de urgência. Isto, porque Deus, Nosso Pai, é a mais alta
manifestação do amor.
E Jesus, padronizando as necessidades humanas quanto solucionando-as,
sintetizou-as no amor, como única diretriz segura por meio da qual se pode lograr
a meta que todos perseguimos nas sucessivas existências.
* * *
Se, todavia, sentes aridez íntima e sombras carregadas de desencantos
obnubilam as tuas aspirações, inicia o exercício do amor, entre os que sofrem,
através da gentileza, passando do estágio da amizade. Descobrirás, depois, a
realidade do amor em blandícia de tranqüilidade no país do teu espírito.
Se por acaso o céu dos teus sorrisos está com as estrelas da alegria
apagadas, ama, assim mesmo, e clarificarás outros corações que jazem em
noites mais sombrias, percebendo que todo aquele que irradia luz e calor,
aquece-se e ilumina-se, permanecendo feliz em qualquer circunstância.
Haja, pois, o que haja, ama.
Em plena cruz, não obstante o desprezo e a traição, o azorrague e a dor
total, Jesus prosseguiu amando e até hoje, fiel ao postulado que elaborou
como base do Seu ministério, continua amando-nos sem cansaço.