sexta-feira, 10 de agosto de 2012

CONVITE AO BEM

“Assim como quereis que vos façam os homens, assim fazei vós também
a eles.”
(Lucas: capítulo 6º, versículo 31.)


A problemática do sofrimento humano, na atualidade, pouco difere das
velhas injunções que vêm anatematizando o homem, e por cujo meio o espírito
expunge os equívocos e ascende a pouco e pouco na direção do Infinito.
Enxameiam em todo lugar multidões de padecentes experimentando
amarguras sem nome, sob o guante de inenarráveis condições de miséria
orgânica, social e moral.
Não apenas nas colossais metrópoles modernas, em que se aglutinam
milhões de criaturas, mas também, nas pequenas cidades, nos insignificantes
burgos, nos campos...
Palácios suntuosos e choças misérrimas diferem na paisagem
arquitetônica, igualando-se freqüentemente nas estruturas daqueles que os
habitam. Isto porque o sofrimento independe das condições externas sempre
transitórias e de pouca valia.
As necessidades reais, que engendram a dita como o infortúnio, sempre
decorrem do espírito.
Por essa razão, sem descuidar dos auxílios ao corpo e ao grupo humano
com o indispensável sustento imediato para a vida honrada em condição de
dignidade, o convite ao bem nos impele à iluminação da consciência,
sobretudo, de modo a erradicar as questões constringentes que fomentam a
miséria e os desajustes de toda ordem.
Esparze misericórdia pela estrada por onde segues, estendendo o socorro
geral, simultaneamente esclarece e consola para que a semente do bem que
consigas plantar numa vida se transforme em gleba feliz pelo tempo futuro a fora.