segunda-feira, 13 de agosto de 2012

CONVITE À CALMA

“Não resistais ao mal que vos queiram fazer.”
(Mateus: capítulo 5º, versículo 39.)

O espinho do ciúme vence-a; o estilete da ira dilacera-a; o ácido da inveja
corroe-a, os vapores do ódio enlouquecem-na; a agressão da calúnia despedaça-
a; o tóxico da maledicência perturba-a; a rama da suspeita inquieta-a; o
petardo da censura fere-a; as carregadas tintas do pessimismo tisnam-na se o
cristão decidido não se resolve mantê-la a qualquer preço.
Não importa que exsudes, agoniado, em quase colapso periférico, ou
estejas com a pulsação alterada, ou, ainda, sofras o travo do amargor nos
lábios. Imprescindível não precipitares atitudes, nem conclusões aligeiradas,
nem desesperações injustificáveis.
Não nos reportamos à posição inerme, à aparência, pois o pântano que
parece tranqüilo é abismo, reduto de miasmas e morte traiçoeira.
Aludimos a um espírito confiante, fixado nas diretrizes do Cristo, sem
receios íntimos, sem ambições externas. Equilibrado pela reflexão, possuidor
de probidade pela ponderação.
Calma significa segurança de fé, traduzindo certeza sobre a Justiça Divina.
Ante o dominador tíbio que lavava as mãos, em referência à Sua vida,
Jesus se fez o símbolo da calma integral e da absoluta certeza da vitória da
verdade.
Cultiva, portanto, os sentimentos e mantém os propósitos edificantes.
Perceberás, surpreso, que as atitudes dos maus não te atingirão, facultando-te
através da calma não resistir ao mal que te queiram fazer, conforme lecionou o
Senhor, porqüanto a integridade da fé em exteriorização de calma dar-te-á
forças para vencer as próprias limitações e prosseguir resolutamente, em
qualquer circunstância.