quinta-feira, 13 de setembro de 2012

CONVITE AO DEVER

“Sede, pois, vós outros, perfeitos, como perfeito é o vosso Pai celestial.”
(Mateus: capítulo 5º, versículo 48.)

Como diretriz de segurança; qual dínamo propulsor do progresso,
semelhante a resistência contra os desequilíbrios, o dever se encontra
insculpido como fator preponderante em todo ser que pensa.
Desnaturá-lo ao suborno da ilusão, conspurcá-lo face a injunções
constritoras, desconsiderá-lo ao império da anarquia é descer psiquicamente
aos sub-niveis da humanização...
Desertam homens porque lhes faltam os implementos da coragem,
estimulados, dizem, pela preponderância da perturbação que grassa
generalizada.
Angustiam-se outros, descoroçoados ante a vitória do desvalor e da
astúcia contemplando os insucessos contínuos da honra e da honestidade.
Esmorecem os menos temperados na forja da fé porque fatores negativos
da distrofia social se sobrepõem aos lídimos esforços da abnegação...
Equívocos, porém, não constituem regra; sempre são exceções às normas
da mesma forma que as sombras não podem construir realidades, graças
àprópria essência de que se vitalizam.
O dever, inerente a todos os homens, é manifestação da Divina Lei,
consubstanciando os objetivos da vida inteligente na Terra.
“O homem que cumpre o seu dever ama a Deus mais do que as criaturas e
ama as criaturas mais do que a si mesmo.” (*)
Mesmo que na aparência estejas no lado errado, desincumbindo-te dos
deveres que te dizem respeito, não te aflijas. Consciência é presença de que
ninguém conseguirá despojar-se.
Não importa que os outros desconheçam os erros que hajas cometido ou
as ações nobres praticadas... O essencial é que o saibas.
O engano passa, mas o dever retamente exercido fica.
A bruma se dilui, enquanto permanecem a claridade e o sol como estados
naturais da vida.
Descontrai-te, portanto, e atende aos teus deveres morais, atuante na
comunidade em que vives com a alegria do semeador que antevê na semente
submissa a glória do campo coroado de novos e abundantes grãos.
(*) “O Evangelho Segundo o Espiritismo”. 52ª Edição FEB — Capítulo 17º
— Item 7. - Nota da Autora espiritual.