domingo, 9 de setembro de 2012

PERANTE A CONSCIÊNCIA

Entre os flagelos íntimos que vergastam o ser humano, produzindo inomináveis aflições, a
consciência de culpa ganha destaque.
Insidiosamente instala-se e, qual ácido destruidor, corrói as engrenagens da emoção,
facultando a irrupção de conflitos que enlouquecem.
Decorrente da insegurança psicológica no julgamento das próprias ações, abre um abismo
entre o que se faz e o que se não deveria haver feito, supliciando, com crueza, aquele que lhe sofre a
pertinaz perseguição.
Considerando a própria fragilidade, o indivíduo se permite comportamentos incorretos que lhe
agradam às sensações, para, logo cessadas, entregar-se ao arrependimento autopunitivo, com o qual
pretende corrigir a insensatez. De imediato, assoma-lhe a consciência de culpa, que o perturba.
Perversamente, ela pune o infrator perante si mesmo, porém, não altera o rumo da ação
desencadeada, nem corrige aquele a quem fere. Ao contrário, não obstante cobradora inclemente,
desenvolve mecanismos inconscientes de novos anseios, repetidas práticas e sempre mais rigorosa
punição...
Atavismo de comportamentos religiosos, morais e sociais hipócritas, que não hesitavam em
fazer um tipo de recomendação com diferente ação, deve ser eliminada com rigor e imediatamente.
O que fizeste, não mais podes impedir ou evitar.
Disparado o dardo, ele segue o rumo.
Avaliza, desse modo, seus efeitos e repara-os, quando negativos.
Se a tua foi uma ação reprochável, corrige-a, logo possas, mediante novas atividades
reparadoras.
Se resultou em conflito pessoal a tua atitude, que não corresponde ao que crês, como és, treina
equilíbrio e põe-te em vigília.
Fraco é todo aquele que assim se considera, não desenvolvendo o esforço para fortalecer-se.
Quando justificas o teu erro com autoflagelação reparadora, logo mais retornarás a ele.
Propõe-te encarar a existência conforme é e as circunstâncias se te apresentam.
Erradica da mente as idéias que consideras impróprias, prejudiciais, conflitivas. Substitui-as
vigorosamente por outras saudáveis, equilibradas, dignificantes. Quando não dispões de um acervo de
pensamentos superiores para a reflexão, vais colhido pelos de caráter venal, pueris, perniciosos, que se te
fazem familiares, impulsionando-te à ação correspondente.
Toda realização se inicia na mente. Desenhada no plano mental vem materializar-se ao
primeiro ensejo.
Pensa, portanto, com correção, liberando-te das idéias malsãs que te gerarão consciência de
culpa.
Sempre que errares, recomeça com o entusiasmo inicial. A dignidade, a harmonia, o equilíbrio
entre consciência e conduta têm um preço: a perseverança no dever. Se, todavia, tiveres dificuldade em
agir corretamente, em razão da atitude viciosa encontrar-se arraigada em ti, recorre à oração com
sinceridade, e a Consciência Divina te erguerá à paz.
• A verdade divina penetra-me e transforma-me.
• Ao deixar-me impregnar, renovo-me, e todas acusações que me fazem os frívolos e maus
não me atingem, não me perturbam.
• Permito-me seguir a trilha da libertação com entusiasmo e paz.
• A verdade divina inunda-me a consciência. Penso e ajo com correção.