sábado, 15 de setembro de 2012

SONHOS

Durante o sono a Alma repousa com o corpo?
- Não. Durante o sono o espírito jamais está inativo. Durante o sono os laços
que a unem ao corpo se afrouxam e o corpo, não mais necessitando do espírito,
ele percorre o espaço e entra em relação mais direta com os outros espíritos.
(“O livro dos Espíritos questão nº401)


Quanto mais espiritualizada a vida do homem sobre a Terra, mais
estreitos os seus contactos, em estado de vigília ou não com a
espiritualidade.
Para estar mais presentes com os espíritos superiores, o espírito
encarnado não precisa valer-se do sono físico, em seus naturais
estados de desdobramento. Sai-se do corpo com o pensamento que
se projeta não necessariamente pela frouxidão dos chamados laços
perispíriticos.
É a vida mental do homem nos momentos de lucidez que lhe
determina a vida fora da matéria no que se convencionou chamar
sonho.
Muitos dizem que não conseguem sonhar, o que evidentemente, se
trata de um equívoco. Em muitos, as reminiscências dos encontros
espirituais acontecidos durante o repouso do corpo revelam-se
apagadas, mas, em nível de inconsciência, são tão reais quanto
reais são as imagens que impressionam o negativo de uma chapa
fotográfica.
O cérebro humano não está aparelhado para que o homem
transite, sem que isto lhe cause maiores embaraços entre as duas
realidades – a física e a extra-física. Todavia o que ele consegue
reter com suas incursões no Espaço, em seu maior ou menor
desprendimento do corpo, é suficiente para que ele não ignore a
transcendentalidade da vida.
Não raro os quadros que vislumbra, quando as faculdades físicas
se lhe entorpece, são lembranças fragmentárias de vidas passadas,
peças soltas de um imenso quebra-cabeças que pouco a pouco, se
ajuntarão.
Consideremos, por outro lado, que o sonho, em suas
manifestações, pode ser ainda o renovar da mente – mecanismo de
exaustão psíquica das preocupações acumuladas.
Assim sendo, o organismo, como um todo, através do fenômeno da
sudorese, libera-se do excesso de toxinas e a mente expele o que se
lhe torna nocivo.
De tudo o que afirmamos, porém, sintetizamos dizendo que o
espírito jamais permanece inativo – Gesta-se a si mesmo no
constante pulsar das suas faculdades intelectomorais.
Felizes quantos, já tendo alcançado maior estado de
conscientização, embora agrilhoado à matéria, mantém sobre ela
relativa independência, repousando no corpo sem que a ele se
mantenha acoplados, feito astronauta que não lograsse, em saindo
da nave, aventurar-se pelo cosmos.
No entanto, a ignorância humana quanto á transcendência da
vida escraviza as mentes invigilantes e leva-as a interpretar de
maneira primitiva os fenômenos anímicos e espirituais decorrentes
dos sonhos como se o imponderável movimentasse imagens ao acaso
para favorecer aos homens em jogos de azar.
Que os homens se eduquem mentalmente e os seus sonhos haverão
de ser mais lúcidos e coerentes , tornando-se menos pesada a cadeia
que o une ao corpo que o leva a viver 1/3 ou mais da existência no
mundo em estado de hibernação em franco desperdício de tempo e
oportunidade.