quinta-feira, 8 de novembro de 2012

DESTRUIÇÃO E RENOVAÇÃO

A destruição é uma lei da natureza?
- É necessário que tudo se destrua para renascer e se regenerar, porque isto a
que chamais destruição não é mais do que a transformação cujo objetivo é a
renovação e o melhoramento dos seres vivos.
(“O Livro dos Espíritos” Questão nº 728).


Em realidade, nada desaparece. As formas, com sucederem umas às
outras, ressurgem sempre mais aprimoradas, tendendo à perfeição.
A aparente destruição é lei de progresso, em que na forja do
tempo, todas as coisas se fazem e se refazem de maneira incessante.
Para o espírito, “A vida do corpo é um quase nada. Um século do
vosso mundo é um relâmpago na eternidade” – Conforme se pode
ler na resposta á questão 738-a, que o codificador formulou aos seus
instrutores.
Se as coisas não se submetessem à lei de destruição, os seres não
lograriam sair do lugar-comum, estacionando por séculos e séculos
na mesmice de suas concepções. Quando chega a desencarnação, o
homem se vê compelido a tudo deixar de improviso, desapegandose
do que se constituiu em entrave ao aperfeiçoamento.
Espécies animais se extinguem, civilizações brilhantes se eclipsam
– eis o ciclo da vida em que a própria vida se renova.
Semelhante verdade encontra-se exaradas nas mais antigas
concepções filosóficas. No Hinduísmo, por exemplo, Shiva, o deus
dançarino de mil braços, cria e recria o mundo, o destrói e o
reconstrói incontáveis vezes...
O próprio mundo espiritual não é uma dimensão onde a vida se
eterniza. Os desencarnados igualmente são impelidos a semelhante
busca, em movimento ascensional que não pára. A reencarnação
reconduz á experiência física os espíritos que na vida maior,
começaram a marcar os passos na senda da evolução...
Quando o espírito começa a repisar o caminho do qual não deseja
se afastar; a lei ordena que um fato novo o arranque ao comodismo,
constrangendo-o a indispensável renovação.
No Além, examinando as circunstâncias em que ocorre sua
desvinculação física, que, quase sempre, provoca lágrimas nos que
ficaram na Terra, o espírito com alguma lucidez começa a
considerar o episódio. Sentindo-se vivo e íntegro em todas as suas
faculdades não considera prejuízo o que os homens pranteiam e
lamentam; por este motivo, em seus comunicados, não dá à própria
e suposta morte a importância que se espera...
Quando o espírito, por exemplo, perece fisicamente em combate,
expondo-se de maneira inevitável ao fogo da metralha, não
significa necessariamente que tal acontecimento estivesse previsto
em sua programação cármica. Pode ser que ele tenha sido uma
vítima fortuita das circunstâncias; todavia ante a sua imensa
carência de aprendizado, a experiência será extremamente valiosa.
A imperfeição é um carma a suscitar fatos que possibilitem ao
espírito se aprimorar – Não se padece apenas em conseqüência do
passado; sofre-se igualmente na aspiração do futuro... A escalada
de um monte impõe sacrifícios inevitáveis ao alpinista.
Com a destruição, portanto, todas as coisas e todos os seres, por
dentro e por fora, deixam de ser o que aparentam para ser o que
realmente são!