segunda-feira, 5 de novembro de 2012

E olhai por vós

“E olhai por vós, não aconteça que os vossos corações
se carreguem de glutonaria, de embriaguez e dos cuidados desta
vida, e venha sobre vós de improviso aquele dia.”
J esus (Lucas, 21:34)


Em geral, o homem se interessa por tudo quanto diga respeito ao bemestar
imediato da existência física, descuidandose
da vida espiritual, a sobrecarregar
sentimentos de vícios e inquietações de toda sorte. Enquanto lhe sobra tempo para
comprar aflições no vasto noticiário dos planos inferiores da atividade terrena, nunca
encontra oportunidade para escassos momentos de meditação elevada.
Fixa com interesse as ondas destruidoras de ódio e treva que assolam
nações, mas não vê, comumente, as sombras que o invadem.
Vasculha os males do vizinho e distraise
dos que lhe são próprios.
Não cuida senão de alimentar convenientemente o veículo físico,
mergulhandose
no mar de fantasias ou encarcerandose
em laços terríveis de dor,
que ele próprio cria, ao longo do caminho.
Depois de plasmar escuros fantasmas e de nutrir os próprios verdugos,
clama, desesperado, por Jesus e seus mensageiros.
O Mestre, porém, não se descuida em tempo algum e, desde muito,
recomendou vele cada um por si, na direção da espiritualidade superior.
Sabia o Senhor quanto é amargo o sofrimento de improviso e não nos faltou
com o roteiro, antecedendonos
a solicitação, há muitos séculos.
Retirese
cada um dos excessos na satisfação egoística, fuja ao relaxamento
do dever, alije as inquietações mesquinhas — e estará preparado à sublime
transformação.
Em verdade, a Terra não viverá indefinidamente, sem contas; contudo, cada
aprendiz do Evangelho deve compreender que o instante da morte do corpo físico é
dia de juízo no mundo de cada homem.