sábado, 3 de novembro de 2012

ENCONTRO COM A REALIDADE

O ego iludido busca sobreviver, utilizando-se de inúmeros mecanismos de fuga da realidade, e
expressa-se usando variadas máscaras, a fim de não se deixar identificar.
No inter-relacionamento pessoal apresenta-se disfarçado, ora exigente em relação aos outros
ou excessivamente severo para consigo mesmo, projetando os seus conflitos ou introjetando as suas
aspirações não realizadas. Subconscientemente possui conceitos incorretos sobre si mesmo, não se
dispondo à coragem de enfrentar a realidade, superando-a, quando negativa, ou aprimorando-a, se
favorável.
Fixando-se na ilusão dos conflitos, cuida de apresentar-se de forma conciliadora — a atitude
subconsciente com o que gostaria realmente de ser e a aparência conveniente — expressando-se como
pessoa feliz, realizada.
Em razão do desgaste dos valores éticos na sociedade, o medo de desvelar-se a outrem gera
reações e subterfúgios, nos quais procura compensações psicológicas, que não são plenificadoras. Porque
os seus alicerces são frágeis, logo ruem as construções de bem-estar que se aparenta possuir, tombandose
em angústias reprimidas e agressões, por transferência emocional, para compensação íntima.
Há uma gama expressiva de atitudes humanas, que estão longe de serem legítimas e resultam
de posturas opostas à sua realidade.
Ressalvadas algumas exceções, que ocorrem nos idealistas não apaixonados nem extremistas,
a maioria dos que vociferam contra, seja o que for, mascara desejos subconscientes, que reprime por falta
de valor moral para expressá-los com nobreza.
O indivíduo puritano, que fiscaliza a má conduta alheia, projeta o estado interior que procura
combater noutrem, porque não se dispõe a fazê-lo em si.
O crítico mordaz, persistente, de olhar clínico para os erros e misérias dos outros, é portador
de insegurança pessoal, mantendo um grande desprezo por si próprio e compensando-se na agressão.
Quem se identifica normalmente com as dores e aflições, a humildade exagerada, portanto,
inautêntica, exterioriza, inconscientemente, um estado paranóico, ao lado de insopitável desejo de chamar
a atenção para si.
Aquele que sempre racionaliza todas as ocorrências, encontrando justificativas para os
próprios insucessos e erros, teme-se, sem estrutura emocional para libertar-se dos conflitos.
Sem agressividade nem pieguismo, ou ânsia de confissões injustificáveis, desvela-te aos teus
irmãos, aos teus amigos, a fim de que eles se descontraiam e se te apresentem como são.
Não pretendas ser o censor das vidas, perturbando os jogos das pessoas com a apresentação
das tuas verdades. Se lhes tiras o suporte de sustentação, tens o que oferecer-lhes em termo de
comportamento e segurança?
Vigia-te, pois, e descontrai-te, deixando-te identificar pelos valores grandiosos e pelas
deficiências, assim facilitando aos que convivem contigo o mesmo ato de desvelamento e confiança.
Somente com pessoas que conhecemos, podemos sentir-nos realmente bem.

• A vitalidade divina se derrama sobre mim e hauro-a em excelente disposição emocional.
• Liberto-me das cargas tóxicas do desgaste psicológico: mágoas, ódios, ciúmes, vinganças,
invejas, amarguras.
• Sou de procedência saudável. A doença é acidente de percurso, que me não impede a
marcha.
• Sadio e confiante avanço, vitalizado pelo hálito da Fonte Geradora de Vida.