domingo, 11 de novembro de 2012

ENSINAR

“Meus irmãos, muitos de vós não sejam mestres,
sabendo que receberemos mais duro juízo”.
– Tiago: 3-1


Ensinar alguma cousa traz consigo uma responsabilidade direta.
Se ensinas o bem a uma criatura que não o conhece, é justo aguardar do
discípulo a interrogação quanto ao teu modo de agir.
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Fora dos liames da Terra, consideramos como é difícil ensinar aí com
proveito.
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Desde os primórdios da organização social, o homem compreendeu que o
vento leva as palavras, que não são difíceis os longos discursos, que é fácil a
formula dos votos de prosperidade.
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Entretanto, é indispensável que os homens aprendam a viver, uns com os
outros.
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Tiago foi divinamente inspirado em seu apelo.
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Ele recomenda para que muitos não se arvorem em mestres, sabendo que
hão de receber juízo mais sério.
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O apostolo não se referiu a todos, porque sabia que alguns necessitam da
coragem de testemunhar de si próprios no caminho mais rude.
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Falou para os levianos e ignorantes que não pesam o valor do que dizem.
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Os que ensinam verdadeiramente entendem o divino valor das palavras,
conhecem o elevado preço das aquisições espirituais, não criticam porque sabem
quanto é precioso e difícil o esforço pessoal, não dão conselhos senão quando
requisitados a isso, por que cientes de quanto é fácil falar e quão penoso agir
entre as incompreensões do mundo, sempre prontos a defender os outros,
silenciam quanto à própria defesa por compreenderem que pertencem a Deus.