quinta-feira, 23 de maio de 2013

O livro mais precioso

O professor, em um curso de mestrado, propôs aos alunos:
Se vocês fossem morar numa ilha deserta e pudessem levar apenas um livro, qual deles escolheriam?
As respostas foram variadas, segundo os interesses, concepções e predileções de cada um.
Os miseráveis, de Victor Hugo. Emílio, de Rousseau. O capital, de Karl Marx. A origem das espécies, de Darwin.
Depois de todos terem se manifestado, o professor sorriu e comentou:
Não seria mais proveitoso um manual de sobrevivência?
O professor foi verdadeiramente prático. Afinal, todos os livros citados eram preciosos. Contudo, eram inúteis em relação ao essencial: como sobreviver numa ilha deserta?
*   *   *
Também na Terra, na qualidade de Espíritos reencarnados, em trajetória de progresso, necessitamos de um manual de sobrevivência.
Não exatamente para as questões físicas, pois que essas serão bem cuidadas graças ao instinto de conservação.
Mas um manual de sobrevivência espiritual, isto é, um manual que nos garanta a integridade dos projetos que fizemos antes de renascer na carne.
Projetos que elaboramos com cuidado como a nossa harmonização com desafetos de outras épocas; a consolidação dos laços afetivos; a reforma íntima.
Um manual que nos estabeleça normas e diretrizes para a nossa colaboração com Deus na obra da Criação.
Um abençoado manual de sobrevivência, um roteiro seguro para o cumprimento dos sagrados objetivos que nos trouxeram à vida física e nos garanta existência feliz e produtiva.
Pois esse manual a Divindade plantou em nossa intimidade. Podemos abrir um dos capítulos e ler a respeito da fé.
Fé que nos alerte da certeza de que estamos na Terra guardados pelo amor de Deus, que jamais desampara os Seus filhos.
Fé que nos informe, todos os dias, que tudo tem uma razão de ser, mesmo a dor mais profunda e o problema mais crucial. Mesmo que, agora, não tenhamos condições de perceber tais razões.
Podemos passar adiante e ler o capítulo Esperança. Então nos sentiremos fortes para os embates, quaisquer que sejam, pois a esperança nos dirá que fomos criados para a vitória, jamais para a derrota.
A esperança nos recordará das tempestades que varrem a Terra, parecendo destruí-la e dos dias seguintes em que o sol beija a pradaria, aquece os jardins e acaricia as flores para que elas espalhem seu inebriante perfume.
A esperança nos falará dos invernos que parecem infindáveis, das noites que se fazem intermináveis, acenando-nos com a lembrança das primaveras e dos verões ensolarados, dos dias reluzentes de muita alegria.
*   *   *
Bem falou Jesus: O reino dos céus está dentro de vós. O que nos cabe é ler nas páginas da nossa consciência as mensagens do amor que Deus, na qualidade de Pai, colocou em cada um de nós.
Assim, logo mais, teremos banido da Terra a dor, a violência e a tristeza porque lendo os capítulos desse bendito manual, descobriremos que tudo é passageiro na Terra e que nossa jornada por ela tem um objetivo maior: o progresso.
E progredir é perseguir a perfeição. Ser perfeito é ter encontrado a felicidade plena.

Redação do Momento Espírita, com base na
mensagem
Do céu para a Terra, de Richard
Simonetti.