Verdadeiro futuro

 

“O mundo, e sobre ele todos vós, sois cegos em relação ao verdadeiro FUTURO, ou seja, aquele pelo qual anseia e ora vossa ALMA.

Isso acontece porque o retrato que tens dele vos tem sido repetidamente dado pela parte que NÃO TERÁ FUTURO, de sorte que, dessa maneira, viveis a acreditar no que jamais haverá de ser, ainda que vosso cotidiano pareça vos apontar em sentido contrário.

Assim, o VERDADEIRO FUTURO, aquele que vossos esforços edificaram ponto a ponto no mundo dos sonhos, ali permanecerá ele, intacto, à espera de vossas providências e, assim, acessível à não ser por vossos sonhos, e isso quando eles (os sonhos) vos são permitidos pelos descuidos do vosso sistema de coisas e valores.

Por que não levar ao mundo da fisicalidade essa PERFEITA OBRA? Não vos parece nítida seus contornos? Temeis contaminá-la com vossos dissabores? Não quereis compartilhá-la com vossos atuais vizinhos de casa, de sangue e de geração? Não tens dela mais sequer uma vaga lembrança?

Vosso SONHO, vos adianto, assinalou dezesseis nações, e entre elas não haverá fronteiras, mas tão somente o que em comum a todas elas for útil.

Os portais de cada uma serão, um dia, aos milhares e sobre as colinas, montanhas e planaltos estarão eles, cada qual à sua maneira, ao seu modo, segundo a marca que cada uma delas (nações) veio à Terra assinalar.

Entre elas não haverá moedas circulando, nem tampouco mercadorias, e nem estradas serão vistas ferindo o chão, nem barcos no mar estarão presentes, pois só os céus vos servirá de caminho porque será nele que vossos Corações passarão, doravante, a morar.

Tomai das coisas de valor que ainda vos parecem ser úteis e empregai no sentido da realização (precipitação), na fisicalidade de vossas existências, desses vossos SONHOS, pois elas (as coisas) vos foram emprestadas para isso, assim como vossa saúde e vossa capacidade de realização e desapego, todos os vossos talentos e vossa oratória, tanto quanto vossa capacidade de silenciar, e até vossa vida, nesse sentido, vos foi emprestada, pois se dadas tivessem sido (elas) não estaríeis entre os CONVOCADOS, mas entre os PERDEDORES DE TUDO.”

(28 para 29 ago 2001 — Tzarim / Mabi Isa, por Bem Daijih)


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