ENQUANTO TEMOS TEMPO

 

Às vezes, o ambiente surge tão perturbado que o único meio de auxiliar é fazer

silêncio com a luz íntima da prece.

 Em muitas circunstâncias, o companheiro se mostra sob o domínio de enganos tão

extensos que a forma de ajuda-lo é esperar que a vida lhe renove o campo do espírito.

 Aparecem ocasiões em que determinado acontecimento surge tão deturpado que não

dispomos de outro recurso senão contemporizar com a dificuldade, aguardando melhores

dias para o trabalho esclarecedor.

 Repontam males na estrada com tanta força de expansão que, em muitos casos, não

há remédio senão entregar os que se acumpliciam com eles às conseqüências

deploráveis que se lhes fazem seguidas.

 Entretanto, as ocasiões de construir o bem se destacam às dezenas, nas horas do diaa-dia.

 Uma indicação prestada com paciência...

 Uma palavra que inspire bom ânimo...

 Um gesto que dissipe a tristeza...

 Um favor que renova a aflição...

 Analisemos a trilha cotidiana.

 A paz e o concurso fraterno, a explicação e o contentamento são obras morais que

pedem serviço edificante como as realizações da esfera física.

 Ergue-se a casa, elemento a elemento.

 Constrói-se a oportunidade para a vitória do bem, esforço a esforço.

 E, tanto numa quanto noutra, a diligência é indispensável.

 Não vale esperança com inércia.

 O tijolo serve na obra, mas nossas mãos devem buscá-lo. 

Comentários