Uma cobra, movida por puro ódio, mordeu o rosto de uma ovelhinha. A dor foi intensa, o inchaço quase deformava seu semblante sereno. A serpente se regozijava com o sofrimento dela — era como se ver a ovelha sofrer lhe desse prazer.
Mas a cobra ignorava algo essencial: não sabia o tipo de sangue que corria nas veias daquela ovelhinha.
O sangue das ovelhas é usado para produzir antídotos contra veneno de cobras.
Ou seja, o que havia nela era justamente o que a curava. O próprio veneno que lhe foi injetado, seu corpo sabia como neutralizar.
E mesmo ferida, a ovelha não se entregou. Continuou caminhando, pastando, sorrindo entre as flores do campo — porque, no fundo, ela sabia: vai passar, e vai ficar tudo bem.
A cobra, por outro lado, observava do seu canto, tomada pela inveja e pela frustração. Não entendia como alguém que ela tentou destruir ainda conseguia sorrir.
Sua amargura foi crescendo tanto… que se tornou presa do próprio veneno.
Veja bem: na vida também é assim.
Sempre haverá “cobras” que tentarão morder você — com palavras ácidas, atitudes baixas, julgamentos injustos, olhares invejosos.
Mas não é sobre a mordida. É sobre o que corre dentro de você.
Se o sangue do Cordeiro corre em suas veias, nenhum veneno do mundo é capaz de te derrubar.
Não desperdice sua energia tentando entender o porquê das pessoas te odiarem sem razão.
Não retribua mal com mal.
Não se envenene tentando devolver a dor.
Simplesmente continue: sorrindo, vivendo, crescendo…
O antídoto está em você.
E nada — absolutamente nada — pode parar quem já nasceu com cura no sangue.

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