Emmanuel
Se procuras a felicidade na Terra, não olvides o mundo de ti mesmo.
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Começa por admitir que és um espírito imortal, usufruindo transitoriamente um corpo perecível,
mas com a obrigação de tratá-lo, convenientemente, à feição do motorista consciencioso que
conduz o próprio carro com equilíbrio e prudência, protegendo-lhe as peças.
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Por mais amplo te pareça o fascínio da rebeldia, considera que a tranqüilidade não te resguardará
a existência, sem o clima do dever cumprido.
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Conquanto atendendo, como é natural, às exigências dos encargos que desempenhas, não te
prendas a poses, especialmente aquelas que se te façam claramente desnecessárias.
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Por muito te consagres aos entes queridos, não te furtes de reconhecer que talvez em maioria
tenham eles características psicológicas diferentes das tuas, caminhando, possivelmente para um
tipo de existência que nem sempre conseguirás compreender, de imediato.
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Auxilia aos outro para o bem, sem mergulhá-los na dependência de tua colaboração.
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Em matéria de ligações afetivas, recorda que também aí funciona a lei de causa e efeito com
exatidão, trazendo-te de volta aquilo que deste e aquilo que dás.
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Justo entendas que és livre para usar os recursos dessa ou daquela espécie, que te pertençam, mas
não te encontras livre dos prejuízos que causes, porventura, aos irmãos do caminho e
companheiros de experiência, prejuízos que sempre te reclamarão o resgate justo.
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Em suma, a felicidade tem base na consciência tranqüila e, por isso mesmo, seja onde for, será
ela, em qualquer sentido, determinada pela construção de cada um.
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