Você consegue imaginar como seria perder um filho? ******

 

Você consegue imaginar como seria perder um filho? Para a atriz Christiane Torloni, essa é uma dor que ela conhece de perto. Em 1991, sua vida virou de cabeça para baixo: seu filho Guilherme, de apenas 12 anos, faleceu tragicamente em um acidente doméstico, quando o carro despencou da garagem da casa.

Naquele instante, ela sentiu que seu coração se partia para sempre. Ela mesma disse certa vez: “Você sabe que vai passar a vida inteira fazendo compressas no seu coração.” A verdade é que, mesmo após décadas, essa ferida não cicatrizou totalmente. Afinal, como poderia? “Uma mãe que perde um filho ficará para sempre de luto. Não existe ex-mãe.”

Christiane chegou a pensar em desistir da carreira, perguntando-se como poderia continuar trabalhando com o coração tão machucado. Para se proteger dessa dor imensa, decidiu partir para um exílio voluntário em Portugal, junto do outro filho, o irmão gêmeo Leonardo. Queria aprender a viver novamente, mesmo com um pedaço faltando.

Foi lá, longe de tudo, que conheceu a doutrina espírita. O cantor Roberto Leal, um grande amigo, deu-lhe um livro de Allan Kardec, abrindo uma porta que mudaria sua trajetória. Ela voltou ao Brasil para estrelar a novela A Viagem, uma história que falava diretamente ao seu coração ferido, repleta de temas sobre vida após a morte e esperança espiritual.

Durante as gravações, Christiane viveu momentos sobrenaturais. Em casa, coisas caíam, alarmes disparavam sozinhos, e ela passou por noites inquietantes. Desesperada, pediu ajuda ao diretor Wolf Maia, que promoveu uma sessão de oração. Surpreendentemente, tudo voltou à normalidade.

Além disso, fãs enviavam-lhe cartas com mensagens psicografadas do além, trazendo-lhe conforto e ânimo para continuar.

Outro momento tocante foi quando o ator Carlos Vereza, conhecido por sua mediunidade, ligou inesperadamente, levando-lhe uma mensagem espiritual: Guilherme estava em paz, e ela deveria manter a serenidade.

Hoje, Christiane afirma: nunca apagou a dor, mas aprendeu a conviver com ela, mantendo viva a certeza de que o amor é eterno e que a alma jamais morre.


Diário Espírita


Comentários