O nome dela era Margaret Lee. *****

 

Em 1871, ela ensinava vinte crianças numa pequena escola de uma única sala, perto de Abilene — uma mulher de livros e quadros-negros, não de sangue nem de vingança.

Mas, numa noite, a pradaria ardia. Cavaleiros invadiram o vilarejo, incendiaram a escola, e todas as crianças foram massacradas. Margaret sobreviveu, espancada, deixada entre as cinzas.

O xerife chamou o ocorrido de “infeliz tragédia”. A cidade seguiu em frente.

Mas Margaret não.

Cortou o cabelo, calçou botas e empunhou um revólver.

Em menos de um ano, cinco homens jaziam enterrados na pradaria — cada um deles um dos assassinos, cada um marcado por sua mão.

Logo, as pessoas começaram a sussurrar sobre uma figura que cavalgava sob o luar — pálida como um fantasma, pistola firme, sem medo nem piedade. Chamaram-na de “A Dama Fantasma.”

Nunca mais se casou. Nunca mais ensinou.

Mas por gerações, cada mãe do Kansas contou sua história — a da professora que vingou seus alunos quando a lei não o fez.

Num território onde a justiça era rara, Margaret Lee escreveu a sua com fogo e aço nas páginas da fronteira.


Comentários