O presidente dos Estados Unidos engravidou a irmã de sua esposa, uma escrava, seis vezes. ****

 

Em setembro de 1802, um jornal de Richmond, Virgínia, publicou um artigo que abalou toda a nação americana. O presidente dos Estados Unidos, Thomas Jefferson, o homem que havia escrito as palavras “Todos os homens são criados iguais”, mantinha como concubina uma das suas escravas. O nome dela era Sally, e havia tido vários filhos com ela.


O escândalo explodiu no meio da presidência de Jefferson. Os seus inimigos políticos usaram a história para o destruir. Os jornais publicavam caricaturas obscenas. Os sermões nas igrejas condenavam-no. Mas Jefferson nunca respondeu, nunca negou, nunca confirmou, simplesmente guardou silêncio. E esse silêncio durou 200 anos.


O que o jornal não publicou era ainda pior. Sally Hemings não era apenas a sua escrava, era a meia-irmã da sua esposa morta. As duas mulheres partilhavam o mesmo pai. Quando a esposa de Jefferson morreu, ele herdou Sally. Ela tinha 9 anos. 18 anos depois, Sally havia tido seis filhos.


Todos do mesmo homem, todos filhos do presidente, todos nascidos na escravatura. Todos com a pele suficientemente clara para se confundirem com brancos, todos com o rosto de Thomas Jefferson. Como o autor da Declaração de Independência, acabou por ter uma família secreta com a irmã da sua esposa morta.


Como uma menina de 16 anos engravidou do homem mais poderoso da América. Por que Sally aceitou voltar de Paris quando podia ter sido livre? E como viveram durante 38 anos sob o mesmo teto sem que ninguém fizesse nada para o impedir? A resposta está no que começou em 1787 quando Thomas Jefferson levou Sally Hemings para Paris. Quando ela chegou a Paris com 14 anos e ele tinha 44, quando ela ainda era legalmente sua propriedade e quando ele lhe fez uma promessa que mudaria o destino de ambos para sempre.


Esta é a história que a América tentou enterrar durante dois séculos. A história que só o ADN pôde confirmar. A história do presidente e da escrava que era irmã da sua esposa morta.





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