As grandes afinidades não se perdem no tempo. """"

 

Na visão dos espíritos sábios, conforme ensinado pela Doutrina Espírita, as grandes afinidades não se perdem no tempo. Elas se transformam. Allan Kardec esclarece que as almas se agrupam por simpatia, aprendizado e compromissos morais, retornando juntas quantas vezes forem necessárias para concluir obras inacabadas do amor. Assim, aqueles que ontem foram amigos do coração podem hoje renascer como irmãos de sangue.

Chico Xavier costumava explicar que a amizade verdadeira é um laço espiritual profundo, tecido antes do berço e além da morte. Quando dois espíritos aprendem a caminhar juntos na lealdade, no respeito e no afeto, a vida encontra meios de aproximá-los novamente. O lar se torna então o cenário sagrado onde antigas afinidades ganham nova oportunidade de convivência mais íntima, mais exigente e mais transformadora.

Já Divaldo Franco ensina que a fraternidade consanguínea muitas vezes é continuidade da fraternidade espiritual. Amigos que se apoiaram em outras existências retornam como irmãos para aprender algo maior: o amor que não escolhe, que convive, que perdoa e que permanece mesmo diante das diferenças. A amizade era escolha, a irmandade se torna compromisso.

Por isso, nem todo irmão é apenas herança genética. Muitos são reencontros planejados pela espiritualidade maior, para que afetos amadureçam, virtudes se consolidem e o amor deixe de ser apenas afinidade para se tornar responsabilidade. O que antes era alegria compartilhada se converte em cuidado diário, paciência e presença.

Os espíritos sábios ensinam que Deus não separa o que o amor verdadeiro uniu. Ele aproxima, renova e aprofunda. Assim, os melhores amigos de ontem retornam como os melhores irmãos de hoje, não por acaso, mas para que aprendam juntos a forma mais elevada de amar.


Diário Espírita


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