O marido dela nunca a chamou pelo seu nome. ¨¨¨¨

 

O marido dela nunca a chamou pelo seu nome.

Nem uma única vez, Para ele, ela era apenas: “Ei, você!” 

Mas o filho dela fez questão de que o mundo jamais esquecesse quem ela foi.

O nome dela era Briana.

Ela o trouxera de um vilarejo na atual Belarus, cruzando o oceano em um navio rumo aos Estados Unidos em 1909. Tinha dezenove anos. Sozinha. Segurando a promessa feita por seu amado, Herschel, e sonhando com uma vida melhor, ela esperou.

Casaram-se em 1910 e foram parar em Amsterdam, Nova York —

não a cidade dos sonhos, mas uma cidade industrial que os esmagou.

Briana deu à luz sete filhos Seis meninas; E então um menino Izur. Izi.

A América havia destruído as esperanças da família.

Herschel passou de comerciante de cavalos a catador de trapos. O dinheiro que havia economizado se perdeu em bebida e jogos. Tornou-se barulhento. Cruel. Em casa, insuportável.

Jamais chamou a esposa de Briana.

A pobreza dominava tudo. Briana não sabia ler. Não sabia escrever. Mas trabalhava até as mãos se abrirem — esfregando pisos, lavando roupas, pedindo um pouco de respeito através do cansaço.

Às vezes mandava o pequeno Izzy ao açougue, murmurando timidamente:

“Por favor… podemos pegar alguns ossos?”

Ela os fervia por horas.

Transformava aquilo em sopa, em esperança.

Anos depois, Izzy — agora Kirk Douglas — contaria:

“Nos dias bons, comíamos omelete feito com água. Nos dias ruins, não comíamos.”

Mas Briana nunca desabou.

Quando o filho disse que queria ser ator — um sonho impossível para um garoto pobre — ela não riu.

“Você consegue”, disse ela.

“Você pode ser qualquer coisa.”

Ele deixou a cidade industrial.

Virou uma lenda.

Quando abriu sua própria produtora, não colocou o próprio nome.

Colocou o dela.

Bryna Productions.

Em 1958, um enorme letreiro brilhou na Times Square:

Bryna Viking Presents

Kirk passou por baixo dele, vendo sua mãe ali.

A mulher que não sabia ler assistiu ao próprio nome iluminando Nova York.

Ela chorou.

Meses depois, faleceu.

Suas últimas palavras?

“Izzy, não tenha medo. Isso acontece com todo mundo.”

Ainda o consolando.

Kirk Douglas viveu até os 103 anos e nunca deixou de repetir:

Tudo o que sou veio da minha mãe.

A mulher que ouviu “Ei, você!” por uma vida inteira

fez o mundo aprender seu nome.


Historia Perdida

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