O mundo de Paul Newman desmoronou em 1978, quando seu único filho, Scott, morreu de overdose de drogas — ele tinha apenas vinte e oito anos. Scott era bonito, talentoso e cheio de potencial, um ator iniciante tentando encontrar sua própria identidade sob a pesada sombra da fama do pai. "É difícil crescer quando todos esperam que você seja alguém diferente", disse Newman em uma ocasião. Quando o telefone tocou naquela noite, tudo parou. A lenda de Hollywood — tão contida, tão admirada por todos — estava quebrada.
"A dor não desaparece", ele confessou mais tarde. "Você simplesmente aprende a viver ao lado dela."
Mas, em vez de se fechar na dor, Newman transformou sua ferida no coração em um propósito de vida. Ele fundou o Scott Newman Center, dedicado a ajudar os jovens a combater o vício em drogas — o que havia destruído seu filho. "Se eu não consegui salvar meu menino", ele disse, "talvez eu possa salvar o de outra pessoa".
Essa missão se tornou seu guia. Anos depois, ele criou a marca Newman's Own — uma simples linha de molhos para salada com uma promessa extraordinária: todo o lucro iria para a caridade. Com o tempo, o projeto se transformou em uma força mundial do bem, arrecadando centenas de milhões de dólares para aqueles que precisavam de ajuda.
Paul Newman raramente falava sobre sua dor — suas ações falavam por ele. Cada doação, cada ato de bondade, cada bolsa de estudos era uma conversa silenciosa com o filho que ele perdeu.
"Eu não posso mudar o passado", ele dizia, "mas talvez eu possa mudar o futuro de alguém".

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