Quando um cachorro se vai, a mudança é percebida na rotina.
A casa fica diferente, os horários perdem um sentido e alguns gestos deixam de acontecer.
O lugar onde ele costumava deitar permanece vazio. O som das patas some. E essas ausências passam a fazer parte do dia.
A saudade não aparece como exagero emocional, mas como consequência natural da convivência. Ela surge porque existiu cuidado, presença e vínculo.
Lembrar não é se prender. É reconhecer que aquela relação foi importante e deixou marcas reais.
Alguns laços não terminam com a despedida.
Eles continuam existindo na memória e no jeito de viver de quem ficou.

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