Que você nunca perca essa delicadeza. ******

 

Tem gente que ama café, entardecer, música e lua, mas no fundo ama mesmo é o que essas coisas despertam por dentro. O café é um abraço quente quando o mundo está frio. O entardecer é a prova diária de que até o que termina pode ser lindo. A música é a mão invisível que te puxa de volta para você quando a vida tenta te dispersar. E a lua, ah, a lua é aquele tipo de companhia que não exige explicações, só presença.

Quem carrega esses amores no peito costuma ter um coração de detalhes, desses que enxergam poesia onde outros passam correndo. Você ama o silêncio que vem depois do gole, ama a luz dourada que pousa nas coisas simples, ama uma melodia que consegue traduzir o que sua boca não sabe dizer. Você ama a noite não por ser escura, mas por ser sincera. Ela não promete, ela apenas envolve, e isso acalma.

E eu acho bonito porque esse jeito de amar é também um jeito de viver. Você não coleciona coisas, você coleciona sensações, memórias, pequenos instantes que viram abrigo. Você se reconhece no som, se cura na calma, se refaz no horizonte. E quando a lua aparece inteira no céu, parece que ela devolve ao mundo um pedaço da sua própria esperança.

Que você nunca perca essa delicadeza. Que sempre encontre um banco, uma canção, um céu aberto, e um motivo leve para sorrir sem pressa. Porque quem ama assim não está apenas vivendo, está iluminando por dentro, e deixando, sem perceber, um rastro de ternura por onde passa.

Diário Espírita 


Comentários