"Não era um filme sobre a morte. Era um filme sobre finalmente começar a viver, antes de partir". ¨¨

 

Nas filmagens de "Encontro Marcado" (1998), o tempo parecia fluir mais devagar, assim como na própria história. O diretor Martin Brest não estava apenas criando uma história romântica, mas sim uma reflexão sobre a vida, a morte e a verdadeira essência do amor. "É um filme sobre como tudo é passageiro", disse ele em tom suave.

Brad Pitt, que interpretava a Morte em forma humana, sentia o peso dessa ideia. Após as filmagens de "Sete Anos no Tibet", ele estava emocionalmente exausto, mas foi atraído pela poesia silenciosa do novo filme. "Como interpretar a Morte?", perguntou ele a Brest. O diretor apenas sorriu: "Como alguém que está aprendendo a viver pela primeira vez".

O processo de filmagem foi meticuloso, às vezes dolorosamente lento. Brest exigia silêncio total no set, permitindo que cada cena "respirasse". Anthony Hopkins, que desempenhou o papel do bilionário William Parrish, admirava essa concentração. "Não era atuação", lembrava ele. "Era ouvir, ouvir cada batida do coração".

Um momento se tornou lendário: a cena em que Joe Black experimenta manteiga de amendoim pela primeira vez. Pitt queria que houvesse algo puro e infantil nisso, a alegria da primeira descoberta. Ele filmou sete tomadas, cada uma diferente: com curiosidade, encantamento, desajeito. Após a última, Brest sussurrou: "É isso. A Morte acabou de se apaixonar pela vida".

Mas por trás dessa beleza havia tensão. A produção ultrapassou o cronograma em vários meses, e na Universal estavam preocupados com a duração de três horas do filme. Brest recusou-se a encurtar o filme. "A eternidade não pode ser apressada", respondeu ele.

Quando o filme estreou, alguns críticos o consideraram excessivamente lento, mas outros sentiram seu estranho e hipnotizante encanto. Mais tarde, Hopkins disse: "Não era um filme sobre a morte. Era um filme sobre finalmente começar a viver, antes de partir".


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