“.. Havia um tempo em que as almas vagavam em silêncio, procurando, sem saber exatamente o que buscavam. Eram fragmentos de eternidade escondidos em corpos humanos, atravessando caminhos, colecionando ausências, como quem se prepara para algo maior. Até que, um dia, o destino deixou de ser apenas uma promessa distante e se transformou em presença viva.
Foi num instante quase comum, mas carregado de eternidade. Um olhar que atravessou o espaço e rompeu o tempo. Dois corações que não se conheciam na vida, mas se reconheciam na essência. Era como se cada lembrança, cada espera, cada dor guardada tivesse sido o ensaio para aquele momento.
Quando se encontraram, não houve dúvidas, apenas um silêncio profundo que dizia mais que qualquer palavra. Havia uma ternura antiga, uma familiaridade impossível de explicar. Era como se o universo tivesse decidido, em sua delicada perfeição, que aquelas duas almas já não poderiam mais viver separadas.
E então, tudo ao redor perdeu importância. O mundo continuava girando, mas para eles o tempo havia parado. O toque era fogo e cura. O olhar era refúgio e promessa. A presença era certeza e destino. Não era apenas paixão, era reconhecimento. Não era apenas desejo, era reencontro.
Essas almas, marcadas pela espera, se encontraram não para se completar, mas para transbordar. Porque o amor verdadeiro não vem para preencher vazios, mas para expandir aquilo que já existe de mais puro dentro de nós.
E naquele encontro, o que antes era fragmento tornou-se inteiro. O que antes era busca tornou-se encontro. O que antes era sonho tornou-se realidade.
Era o começo de um sempre. Era o destino cumprindo sua palavra. Era o milagre silencioso de duas almas que, desde o princípio dos tempos, já sabiam: estavam destinadas a se encontrar..”

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