A indulgência é uma virtude muito esquecida.
Todos a necessitamos frequentemente e nos regozijamos quando a utilizam
outras pessoas em beneficio das nossas defecções, necessidades e erros.
De raro em raro nos recordamos de que a devemos exercê-la em relação ao
nosso próximo.
Ela dignifica aquele que a oferece, quanto enobrece quem a recebe.
Ninguém há na Terra que avance dispensando-a, tanto quanto pessoa
alguma se pode jactar de jamais havê-la recebido.
Um coração indulgente possui um tesouro não apenas para as agressões e
ofensas recebidas senão também para a compreensão do estado espiritual
em que as demais criaturas estagiam.
Indulgente com os conflitos e inseguranças do teu irmão ajuda-lo-ás a
equilibrar-se e a adquirir confiança na vida.
Brindar-lhe-ás amor, cuja carência o mortifica e o ajudarás sem prepotência
ou humilhação.
Irradiando-a através da compreensão fraterna expressarás harmonia e
bondade mantendo uma comunicação otimista com familiares, amigos e
desconhecidos.
O caminho da santificação é pavimentado a indulgência que lhe assiná-la o
piso.
Se não usam de indulgência para contigo, exercita-a tu, pois que talvez,
aqueles que são severos e até mesmo cruéis, armados contra a tua pessoa,
estão aplicando esta virtude à maneira deles, primitiva, porém, luz discreta
que lhes nasce na alma até dominá-los totalmente.
Seja esta pelo menos uma virtude em ti, dentre outras que conquistarás.
PSICOGRAFIA DE DIVALDO FRANCO
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