Natural examine no mundo os problemas de
comportamento, Discernir o certo do errado. Entender o que auxilia e o que prejudica.
E, quando puderes, é justo procures erradicar com amor o mal que desfigure as pelas
do bem, com o zelo do lavrador quando retira a erva invasora do corpo da árvore.
Entretanto, em qualquer processo de corrigenda, deixa que
a compaixão te ilumine o pensamento para que o ideal de justiça não se lhe faça um
deserto no coração.
Recorda os esforços que desenvolves para que a bondade
e a tolerância não se te afastem da vida e dispõe-te a entender e auxiliar, em louvor
do bem.
*
Encontraste irmãos considerados delinquentes.
Imagina os processos obsessivos em que se viram
atormentados, por tempo vasto, até que se envolvessem nas sombras do desequilíbrio.
*
Surpreendestes companheiros atracados à rebeldia.
Pensa nas longas áreas de penúria e sofrimento que
atravessaram, até que as forças se lhes esgotaram, impelindo-os para a discórdia.
*
Acompanhaste a indesejável transformação de amigos que
desertaram de nobres tarefas que lhes diziam respeito.
Detém-te a meditar nos conflitos que sofreram, até que se
lhes verificou a queda de toda a resistência.
*
Sabes de criaturas queridas que se mergulharam na
escravidão aos tóxicos que lhes devastam as energias.
Reflete nas tentações que lhes povoaram as horas, até que
se inclinassem para a dependência dos agentes químicos de misericórdia, no abuso dos
quais se fazem omissos.
*
Enumera os padecimentos dos desesperados, dos tristes,
dos doentes sem esperança, dos quase suicidas, dos irmãos sanatorizados em vista de
indefiníveis angústias, e compreenderás que a infinita Bondade de Deus determina se
nomeiem juízes para que se cominem penas destinadas ao resgate de nossas culpas,
assim como suscita a formação de médicos que nos sanem os males, a fim de que a
delinquência e a enfermidade não nos destruam a vida, mas nos impele
incessantemente à fraternidade que nos orienta os atos na edificação do futuro melhor
sob a regência do amor.
Do Livro “COMPANHEIRO” – PSICOGRAFIA: FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER
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