INCOMPREENSÃO 3 - EMMANUEL

 TEMA – Nossa posição diante dos outros

Referindo-nos, comumente, à incompreensão, qual se fosse uma praga

inextirpável de nossa plantação afetiva.

 E deixamos que ela cresça, isolando-nos daqueles com quem fomos chamados

a conviver.

 Quantas vezes percorremos largos trechos da existência ao modo de viajores

abandonados, alegando-a como sendo o motivo da solidão que nos suplicia! No entanto,

revisarmos o íntimo da alma, aí surpreenderemos a lógica e a justiça, induzindo-nos ao

reexame de todos os problemas desta natureza, ainda mesmo os mais intricados;

sobretudo, se já aceitamos Jesus por Mestre, perceberemos, de imediato, o apelo da vida

a que assumamos nosso lugar, no quadro das obrigações que a fraternidade nos traça ao

caminho, compreendendo, por fim que se os outros não nos compreendem, permitindo

que a incompreensão nos alcance, nos podemos compreende-los, iniciando a jornada de

esforço para o reencontro da harmonia entre nós.

 Para isso, é necessário que o nosso espírito se deixe comandar pelo amor,

cabendo-nos aproveitar todas as circunstâncias para levar aos companheiros, vitimados

pela tentação do desacordo, as nossas melhores demonstrações de simpatia e

cooperação, embora sem violentar condições e situações.

 Esqueçamos quaisquer justificativas para ressentimentos e promovamos todos

os reajustes possíveis, entre nós e os outros, a fim de que a estrada se enriqueça de

mais amplo serviço e de mais sólido entendimento.

 Se Jesus tomasse em conta as incompreensões da Humanidade, as nações do

Planeta não estariam, ainda hoje, muito longe dos princípios de violência que regem a

selva.

 E toda vez que a incompreensão nos ameace o trabalho, recordemos que se

ele, o Mestre e Senhor nos exortou a amar os próprios inimigos, decerto espera que

venhamos a amar, valorizar, abençoar e entender os nossos amigos cada vez mais.


EMMANUEL/CHICO XAVIER

Comentários