LIBERTAÇÃO ESPIRITUAL 3 - EMMANUEL

 Tema: Libertação interior e reequilíbrio.

 A solução ao problema da libertação espiritual, considerado originariamente, é

questão de foro íntimo, qual acontece ao homem na vida comum.

 Uma criatura poderá ter nascido em lastimáveis condições de penúria e acordar

para as responsabilidades de reencarnação em ambiente vicioso, seja na família

consangüínea ou na esfera de relações sociais em que foi levada a conviver,

atravessando, por isso, largo trecho da existência em perigoso arrastamento ao mal;

entretanto, se determina a si mesma o dever de elevar-se, acendendo no raciocínio a

lâmpada do estudo e abraçando a trilha correta do trabalho, a breve tempo começa a

receber o amparo daqueles a quem se faz útil, conquistando mais alto nível, do qual

consegue estender braços fraternos, em socorro dos irmãos que ficaram na retaguarda.

 Ocorre o mesmo nos domínios do espírito.

 Determinada pessoa pode encontrar-se, às súbitas, debaixo da influência de

entidades perturbadoras, seja pelas haver atraído com pensamentos infelizes ou porque

sejam elas aqueles companheiros que lhe constituem a equipe de sócios das existências

passadas; conseqüentemente, é capaz de sofrer induções à delinqüência, em

atormentados processos obsessivos, mas, se delibera emancipar-se, procurando a luz do

conhecimento e situando o caminho no serviço aos semelhantes, passa a recolher, de

imediato, o concurso daquele a quem auxilia, alcançando mais alto nível, do qual pode

enviar apoio amigo àqueles mesmos Espíritos que se lhe erigiam à condição de

perseguidores.

 Fácil de compreender que toda criatura está vinculada ao grupo de inteligências e

corações que lhe são afins, sejam em nos referindo a companheiros encarnados ou

desencarnados, diante das avenidas da renovação e do progresso, descerradas,

indiscriminadamente, a nós todos.

 À frente, pois, dessa verdade, toda vez que estivermos declinados à queda nas

sombras da obsessão, quando na estância física, será possível receber a cooperação

salvacionista de numerosos benfeitores; reconhecendo, porém, aquela outra realidade

da lei de sintonia, pela qual sabemos que o imã de atração das nossas companhias está

no campo de nossa própria alma, não será lícito esquecer que o trabalho de nossa

libertação e reequilíbrio depende positivamente de nós.


EMMANUEL/CHICO XAVIER

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