Não entregues o coração ao desespero. |||

 

Irmãos, quando teus recursos parecem pequenos diante da prova, não entregues o coração ao desespero.

Nem toda porta se abre pela força das mãos. Algumas se abrem pela paciência, pela prece, pela confiança humilde de quem compreende que Deus também trabalha no invisível, em silêncio, sem pedir licença à nossa pressa.

Se já fizeste o que estava ao teu alcance, descansa um pouco a aflição. Não confundas espera com abandono. Enquanto teus olhos veem demora, mãos espirituais podem estar reorganizando caminhos, aproximando pessoas, afastando perigos, preparando respostas que ainda não poderiam chegar.

Irmã Scheilla nos lembra, com sua ternura de servidora, que Deus vê o cansaço que ninguém percebe. Vê a lágrima recolhida antes de cair. Vê a pergunta que ficou presa no peito. Vê a criatura que sorri por fora, mas por dentro quase não encontra forças para continuar.

Por isso, acalma-te.

A solução adequada nem sempre é aquela que imaginaste. Muitas vezes, o socorro vem diferente: uma notícia que muda o rumo, uma conversa inesperada, um livramento silencioso, uma coragem nova ao amanhecer, uma paz estranha no meio do problema.

Deus não se atrasa.

Nós é que, feridos pela ansiedade, queremos colher antes que a bênção esteja madura.

Ora, vigia, faz o bem possível e conserva a serenidade. Se não podes alterar agora a situação difícil, não permitas que ela destrua tua confiança. Guarda o pensamento em luz. Protege tua palavra. Não alimentes pavor onde a fé ainda tenta respirar.

O céu conhece teu endereço espiritual.

E, quando chegar a hora justa, aquilo que hoje parece nó encontrará, pelas mãos de Deus, o caminho da solução.


Comentários