Tinha 14 anos quando percebeu que falar de bullying não era o suficiente. Tinha que criar uma maneira concreta de o deter.
O nome dele é Mirko Cazzato.
Em janeiro de 2016, Mirko e seus colegas de caloiro do ensino médio conheceram o caso de uma garota de 12 anos que tinha tentado se suicidar depois de sofrer repetidos atos de assédio.
A notícia provocou uma longa conversa na aula. Seu professor, Daniele Manni, encorajou-os a transformar a indignação em ação real.
Poucos dias depois, em 7 de fevereiro de 2016, nasceu MABASTA: Movimento Anti-Bullismo Animado por Alunos Adolescentes.
A ideia era simples, mas diferente: que os próprios jovens falassem com outros jovens.
O movimento não pretendia limitar-se a organizar palestras. Ao longo do tempo, desenvolveu um método de seis ações que cada aula poderia aplicar para prevenir e detectar assédio.
Entre elas estavam a escolha de estudantes confiáveis, a instalação de uma caixa de correio para denúncias anônimas, a aplicação de questionários e a participação de um professor responsável.
Eles também adotaram uma posição pouco usual: ajudar a vítima sem esquecer que quem assedia pode precisar de orientação, limites e acompanhamento para mudar o seu comportamento.
O projeto começou dentro de uma sala de aula de Lecce e acabou chegando a escolas de diversas regiões da Itália.
Em 2021, Mirko foi selecionado entre mais de 3.500 candidatos de 94 países como um dos dez finalistas do primeiro Global Student Prize, um reconhecimento destinado a estudantes cujo trabalho teve um impacto real na sua comunidade.
Não ganhou o prêmio principal, mas sua presença entre os finalistas transformou uma iniciativa escolar em uma história conhecida internacionalmente.
MABASTA nasceu depois de uma notícia dolorosa, mas decidiu não ficar apenas na indignação.
Sua mensagem continua a mesma: diante do assédio, ficar em silêncio também permite que o problema continue crescendo. A diferença pode começar quando alguém decide parar de olhar de longe e agir.
Comentários
Postar um comentário