MÉDIUNS NA TERRA - EMMANUEL ***

 Tema sempre novo em Doutrina Espírita: os médiuns.

 São comparáveis às árvores na criteriosa definição de Allan

Kardec, entretanto, a fim de conservarmos árvores úteis, é imperioso saibamos

proporcionar-lhes a necessária irrigação e a defesa justa, de modo a que aventureiros

do caminho não lhes colham os frutos em regime de espancamento.

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 Recorramos a outros símbolos.


 Imaginemo-los por violinos, através dos quais os amigos

domiciliados no Mais Além conseguem executar a melodia das mensagens que lhes são

próprias; contudo é natural se nos constitua um dever colaborar para que se lhes

mantenham as cordas, harmoniosamente afinadas.

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 Serão pontes de ligação entre duas vidas, no entanto,

essas pontes não nos suportarão o trânsito indispensável se lhes retiramos os pontos

de apoio.

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 Teremos neles o socorro semelhante aos das fontes de

água, em que nos dessedentamos, em matéria de reconforto e encorajamento, mas é

preciso não lhes agite o fundo terroso, se quisermos recolher água limpa.

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 Entre os homens, não existem médiuns que não sejam

humanos.

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 Por isso mesmo, ante a criatura de boa vontade que

desempenha, em nosso favor, a tarefa dos medianeiros da alma, é forçoso nela

vejamos pessoa tão humana, quanto nós, os espíritos ainda vinculados à Terra, muito

longa da condição dos anjos.

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 Somos daqueles que preferem a crítica construtiva para

quaisquer tarefas mediúnicas e não cultivamos paternalismo ou mimos impróprios,

junto dos instrumentos medianímicos de nosso convívio, em vista de reconhecermos que nenhum bem se fará sem trabalho disciplinado, entretanto, não podemos esquecer

que muitos companheiros se marginalizam nas tarefas mediúnicas por não

conseguirem suportar o malho da injúria, o frio da desconsideração e do abandono, a

supressão de meios justos para o exercício das funções a que foram chamados e as

lutas enormes, decorrentes das armadilhas de sombra, de que muitos não conseguem

escapar, hipnotizados pelos empreiteiros da obsessão.

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 Se tiveres algum médium de boa vontade, no campo das

próprias relações, auxilia-o com bondade e compreensão, segurança e respeito.

*

 Se o medianeiro cai em desequilíbrio, usa a caridade para

reajusta-lo.

 Se prosseguires em caminho certo, ajuda-o igualmente

para que não desfaleça.

 Ante as leis de Deus, qualquer médium no mundo, por

mais opere e coopere com a Espiritualidade Superior, na divulgação da verdade e da

luz é sempre uma criatura humana e, na maioria das vezes, uma criatura frágil, qual

ocorre a muitos de nós.

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Do Livro “COMPANHEIRO” – PSICOGRAFIA: FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER 

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