O Sexo - JOANNA DE ÃNGELIS ***

 Face à vulgarização das falsas necessidades sexuais, aturdeste, perdendo o rumo do comportamento.

Apelos vis se apresentam, nos veículos de comunicação de

massa, e os comentários descem a expressões chulas, regadas de

baixezas, fazendo do sexo um instrumento de servilismo que o

leva a situação mais grotesca do que a animal, de onde procede.

Até certo modo, é compreensível a moderna reação cultural, a

esse respeito, como conseqüência aos séculos de ignorância e

proibição. Todavia, substituir-lhe a função precípua pela malversação danosa é lamentável para o próprio homem.

O sexo é para a vida, e não esta para aquele.

*

Diante das atitudes insensatas e as conotações servis a que está levada a função genésica, dirige-a, tu, com equilíbrio, a fim de

que o seu desregramento não te conduza à alucinação.

O sexo foi colocado abaixo do cérebro para ser por este conduzido.

Posto na cabeça pela revolução dos frustrados, ei-lo transformado em peça principal do corpo, em detrimento da própria vida.

Conduze-o com equilíbrio, a fim de que não derrapes na sofreguidão que enlouquece, sem resolver o problema.

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