TEMPO DE CRISE - EMMANUEL ¨¨¨¨

 Em tempo de crise – impositivo de serenidade.

Sobretudo, na época de crises afetivas quando, freqüentemente, nos opomos uns aos

outros.

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 Renovação espiritual, na essência, não é plano de

trabalho que se execute de uma existência para outra.

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 De berço em berço terrestre, somos entregues à

construção do amor que nos identificará, um dia aos outros para sempre.

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 Raramente, porém, adquirimos notas distintas nas

tarefas realizadas.

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 A conquista da sublimação exige variadas matérias

de domínio pessoal.

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 Em determinada existência, por vezes, o espírito

ganha em trabalho, mas perde em desprendimento, premia-se em abnegação, no

entanto, se complica em assuntos da afeição possessiva.

 O progresso se faz vagarosamente, até que se

atinja as épocas de exame que nos comprovem às aquisições do espírito.

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 Reflete nos chamados tempos novos em que te

encontras, ante o surpreendente espetáculo das desvinculações violentas.


Se te propões a vencer, nas lições que a vida te

apresenta, deixa que a compreensão te apóie os raciocínios e ama sempre.

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 Hábitos se alteram, sentimentos e transformam.

 Se entes amados aderiram às idéias novas, em

quaisquer modificações de caráter negativo, compadece-te deles e auxilia-os quanto

puderes.

 Esse acreditou no poder econômico, de tal modo, e

se cercou de tamanhas expressões de reconforto que te parece agredir; outro admitiu

a suposta legitimidade da independência sem dever a cumprir e se enveredou em

experiências que lhe resultarão em aprendizados amargos; aquele outro vestiu o

cérebro de ilusões e distanciou-se da fé, recusando-te as referências a Deus; e aquele

outro ainda aceitou as sugestões da fuga, através dos tóxicos, nascidos nos

ingredientes da anestesia que a Bondade Divina confiou à ciência humana, no socorro

aos enfermos, e estirou-se em penúria física e espiritual.

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 Arma-te de paciência e desculpa aos companheiros

de trabalho terrestre, quantas vezes se fizerem necessárias.

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 Chamem-se ele, na armadura física, pais ou filhos,

esposos ou esposas, irmãos e amigos, parentes e companheiros, recorda que estamos

todos à frente da vida imperecível.

 Quem já possua equilíbrio, ajude ao desorientado.

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 Quem raciocine com segurança, ampare o que se

afastou do bom-senso.

 Quem disponha de luz, clareie o caminho para o

que jazem nas trevas.

 E quem esteja de pé, socorra aos caídos, porque

tempo de crise é tempo de teste e somente se honra com a distinção desejada, quem

procura esquecer-se para compreender e auxiliar, de vez que somos todos espíritos

eternos e tanto as leis do amor quanto as leis da dor, nunca se modificam perante

Deus.


Do Livro “COMPANHEIRO” – PSICOGRAFIA: FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER

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