Em tempo de crise – impositivo de serenidade.
Sobretudo, na época de crises afetivas quando, freqüentemente, nos opomos uns aos
outros.
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Renovação espiritual, na essência, não é plano de
trabalho que se execute de uma existência para outra.
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De berço em berço terrestre, somos entregues à
construção do amor que nos identificará, um dia aos outros para sempre.
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Raramente, porém, adquirimos notas distintas nas
tarefas realizadas.
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A conquista da sublimação exige variadas matérias
de domínio pessoal.
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Em determinada existência, por vezes, o espírito
ganha em trabalho, mas perde em desprendimento, premia-se em abnegação, no
entanto, se complica em assuntos da afeição possessiva.
O progresso se faz vagarosamente, até que se
atinja as épocas de exame que nos comprovem às aquisições do espírito.
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Reflete nos chamados tempos novos em que te
encontras, ante o surpreendente espetáculo das desvinculações violentas.
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Se te propões a vencer, nas lições que a vida te
apresenta, deixa que a compreensão te apóie os raciocínios e ama sempre.
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Hábitos se alteram, sentimentos e transformam.
Se entes amados aderiram às idéias novas, em
quaisquer modificações de caráter negativo, compadece-te deles e auxilia-os quanto
puderes.
Esse acreditou no poder econômico, de tal modo, e
se cercou de tamanhas expressões de reconforto que te parece agredir; outro admitiu
a suposta legitimidade da independência sem dever a cumprir e se enveredou em
experiências que lhe resultarão em aprendizados amargos; aquele outro vestiu o
cérebro de ilusões e distanciou-se da fé, recusando-te as referências a Deus; e aquele
outro ainda aceitou as sugestões da fuga, através dos tóxicos, nascidos nos
ingredientes da anestesia que a Bondade Divina confiou à ciência humana, no socorro
aos enfermos, e estirou-se em penúria física e espiritual.
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Arma-te de paciência e desculpa aos companheiros
de trabalho terrestre, quantas vezes se fizerem necessárias.
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Chamem-se ele, na armadura física, pais ou filhos,
esposos ou esposas, irmãos e amigos, parentes e companheiros, recorda que estamos
todos à frente da vida imperecível.
Quem já possua equilíbrio, ajude ao desorientado.
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Quem raciocine com segurança, ampare o que se
afastou do bom-senso.
Quem disponha de luz, clareie o caminho para o
que jazem nas trevas.
E quem esteja de pé, socorra aos caídos, porque
tempo de crise é tempo de teste e somente se honra com a distinção desejada, quem
procura esquecer-se para compreender e auxiliar, de vez que somos todos espíritos
eternos e tanto as leis do amor quanto as leis da dor, nunca se modificam perante
Deus.
Do Livro “COMPANHEIRO” – PSICOGRAFIA: FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER
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