Água da Paz



Era muito comum, antes do início das sessões no Centro Espírita Luiz Gonzaga, em Pedro Leopoldo, algumas pessoas não esclarecidas provocarem discussões sobre mediunidade. Várias vezes Chico se irritava, por mais que tentasse explicar, não era compreendido.
Numa das vezes, sua mãe compareceu e lhe ensinou: “para terminar suas inquietações use a água da paz”. E lá foi ele agradecido procurar o medicamento em todas as farmácias da cidade, recorrendo até em Belo Horizonte.
Após duas semanas, não a encontrando, comunicou à sua mãe o fracasso da procura. Ela sorrindo, respondeu: “não precisa viajar, o remédio está em sua casa...”. e esclareceu: “quando alguém lhe provocar irritações, pegue um copo d’água do pote, beba-a um pouco e conserve o resto na boca, não a ponha fora, nem a engula. Enquanto durar a tentação de responder, deixe-a banhando a língua. Esta é a “água da paz”!
Esta foi mais uma lição de humildade e silêncio que recebemos.
Tão logo ouviu o conselho, tomou de um papel e lápis e psicografou do poeta Casimiro Cunha o seguinte verso:
“Meu amigo, se desejas
Paz crescente e guerra pouca
Ajuda sem reclamar
E aprenda a calar a boca!”

Gotas de Luz - Julho, Agosto e Setembro de 1999

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