quinta-feira, 20 de outubro de 2011

NA EXPERIÊNCIA ATUAL

A evolução é a transição do ser da condição de escravo à condição de senhor do
próprio destino.
Almas milenarmente necessitadas são agora discípulos do bem. E ainda no estágio da
experiência, atual, por vezes, inconsciente e distraídos, se aprendemos, fazemos
segredo do que sabemos; se ganharmos, erguemos o monopólio do que temos; se nos
emocionamos, disfarçamos o que sentimos em prejuízo dos semelhantes.
Por isso, freqüentemente, nossos espíritos, cegos – não vêem as bênçãos da
Providência; surdos – não ouvem as vozes que cascateiam da Altura; mudos – não
confessam as próprias faltas.
Cumpre-nos considerar, entretanto, que ninguém adita um milímetro de imperfeição
perene à obra Imperecível de Deus, da qual participamos inevitavelmente, desde que
fomos criados, porquanto, toda manifestação impura tem a duração de um átimo, à
frente da Eternidade.
Desse modo, não te amofines quanto às condições difíceis em que te encontras, na
romagem terrestre, sejam elas quais forem.
Se a Lei concede o corpo conforme o espírito, não olvides que as melhores posições,
perante o mundo, são aquelas que nos oferecem as inibições físicas, as dificuldades de
nascimento, as heranças fisiológicas de amargo teor, as lutas e os obstáculos
incessantes, as adversidades e provações sucessivas, pois somente no círculo dessas
desvantagens aparentes é que superamos os nossos antigos defeitos morais e nos
candidatam às Estâncias Resplandecentes da Vida Maior.
Estuda as tuas facilidades do momento que passa.
Quase sempre a obsessão entra na vida humana de braços dados com elas...
Se trouxeres a consciência arpoada pelo remorso, não se entregues inerme ao
arguilhão com que te prende a cabeça. Busca refazer o destino, ajudando os outros,
hora após hora, sem te esqueceres de que se o sorriso é idioma internacional, o
gemido também o é...
E auxiliando, age com presteza, de vez que o remédio que chega atrasado, torna-se
fraco para combater a doença que já progrediu...
Auscultemos intuitivamente o báratro do pretérito, no pélago de nós mesmos, pois a
culpa, em forma de tentação, se nos imiscui no presente, até o resgate final dos
próprios débitos, contudo, ainda, assim, arrima-te no trabalho e asserena-te na
esperança, porque, mesmo nas mais densas trevas, ninguém vive órfão da
solidariedade Divina.
◆◆◆
Espírito: LAMEIRA DE ANDRAD-Ideal Espírita-FC.Xavier