segunda-feira, 9 de abril de 2012

DAR E FAZER

Se deixas o coração naquilo que dás e fazes, realmente ninguém poderá prever
os celeiros de bênçãos que te advirão de semelhante atitude.
Liquidarás o problema do companheiro em dificuldades materiais, no entanto, se
o abraças por irmão verdadeiro, auxiliar-lhe-ás o espírito desvencilhar-se das idéias de
penúria e inatividade, impelindo-o a tomar posição no trabalho digno. Desse ponto de
recuperação, seguirá ele para a ferem, com a tua bênção de fraternidade, e pessoa
alguma avaliará os frutos de progresso e alegria que os outros recolherão do teu
concurso inicial.
Visitarás o doente, emocionando-o com a tua prova de apreço, entretanto, se o
acolhes no íntimo, na condição de um ente querido, libertá-la-ás das idéias de desânimo
e abandono, restituindo-lhe a paz da alma. Desse marco de reajuste, avançará ele
caminho adiante e ainda quando continue assaltado por moléstia difícil, não conseguirás
calcular os frutos de paciência e conformidade que os outros recolherão de teu gesto
afetivo.
Se te limitas a pagar o salário estipulado em contrato ao cooperador que te
serve, doando-lhe dinheiro às mãos e secura ao coração, terás talvez para breve um
adversário potencial de tua obra.
Na escola, se te circunscreves ao programa estabelecido, ministrando aos
estudantes a aula de horário certo, sem enriquecê-la de bondade e compreensão, é
provável te faças acompanhar para logo, por toda uma classe constituída de alunos
rebeldes e repetentes.
Não nos referimos a isso para que se deva agir com irresponsabilidade.
Aspiramos a salientar que se quisermos auxiliar e construir, ao mesmo tempo, é preciso
colocar a própria alma naquilo que se concede e realiza.
Em suma, é importante tudo o que dás e fazes, no auxilio ao próximo; todavia,
é sempre mais importante para os outros e a favor de ti mesmo a maneira como dás isso
ou fazes aquilo, de vez que todo benefício sem amor é comparável ao poço raso, cujas
águas de ontem secam hoje por falta de vida e circulação.