sexta-feira, 9 de novembro de 2012

COMPREENSÃO

A compreensão é faculdade que melhor contribui para o êxito do relacionamento humano, por
facultar à outra pessoa a vigência dos seus valores positivos e perturbadores. Ela reflete o grande
desenvolvimento espiritual pelo que concede a quem lhe busca apoio, orientação, quando em conjunturas
difíceis.
A compreensão abre o leque da fraternidade ensejando recursos terapêuticos necessários,
conforme o caso que lhe chegue ao conhecimento. Sem anuir a todas propostas, ou sem rejeição adrede
estabelecida, favorece a percepção do que se apresenta, na forma como se manifesta.
Levado pelo instinto gregário, e porque sociável, o ser humano necessita de convívio,
intercâmbio saudável, a fim de receber e propiciar estímulos que levam ao desenvolvimento.
Por inúmeros fatores, a compreensão humana em torno das limitações e problemas dos outros
diminui, escasseia, tornando-se necessária e sendo rara.
Na imperiosa ânsia de estabelecer comunicação, os indivíduos buscam-se para o
relacionamento e anseiam por desvelarem-se uns aos outros. No entanto, grassa nos corações um grande
medo de se deixarem identificar. O que são, constitui-lhes tesouro afligente e temem vê-lo atirado fora. A
forma de ser difere da imagem que exteriorizam e receiam perdê-la, naturalmente porque não se esperam
receber compreensão.
O mundo está repleto de pessoas surdas que conversam; de convivências mudas, que se
expressam.
Fala-se muito sobre nada e dialoga-se em demasia sobre coisa nenhuma, resolvendo-se uma
larga fatia de problemas, que permanece...
Quando alguém se te acerque e fale, procura ouvi-lo e registrar-lhe a palavra. Talvez não
tenhas a forma ideal para dar-lhe, nem disponhas do que ele espera de ti. Muitas vezes, ele não aguarda
muito e somente fala por falar.
Concede-lhe atenção e o estimularás, facultando-lhe sentir-se alguém que desperta interesse.
Se ele resolve confiar em ti e se desvela, respeita-lhe a problemática e ajuda-o, caso tenhas
como fazê-lo.
Por tua vez, vence o medo de te revelares. Certamente, não abdicarás da prudência nem do
equilíbrio; no entanto, é saudável dialogar, descerrar painéis escondidos pelo ego ou mascarados para
refletirem imagens irreais.
Na tua condição de criatura humana frágil, a convivência honesta com outras pessoas
contribuirá eficazmente para a tua harmonização íntima.
Assim, torna-te compreensivo, paciente, um terapeuta fraternal.
Não cries estereótipos, nem fixes pessoas a imagens que resultam de momentos.
Todos estamos em contínuas transformações, e nem sempre se é hoje o que ontem se
aparentava. Novas experiências e lições vieram juntar-se à pessoa de antes, qual ocorre contigo. É o
inexorável imperativo do progresso em ação.
Compreendendo o teu próximo e relacionando-te com ele, serás mais bondoso para contigo;
percebendo-lhe a fragilidade, serás mais atencioso para com os teus limites e buscarás crescer, amando e
amando-te mais.
• O equilíbrio divino mantém-me em harmonia.
• Penetro-me para conhecer-me.
• Exteriorizo-me para oferecer.
• Há uma necessidade de ser generoso em relação a mim mesmo, ao próximo e à Vida.
• O equilíbrio divino tocou-me suavemente como a Primavera rociando o botão de rosa, e
fez-me desabrochar totalmente.