segunda-feira, 19 de novembro de 2012

O ADOLESCENTE E O PERIGO DA AIDS

A adolescência é a formosa fase da existência física, na qual o sonho e a
fantasia dão-se as mãos, na busca do fantástico e do deslumbramento. Rica de
inexperiências, o seu é o campo da pesquisa, da vivência e mediante esses
comportamentos o jovem adquire maturidade, descobre o mundo e aprende a
discernir entre aquilo que deve ou não fazer. Cada erro ensina-lhe a corrigir-se
e a adquirir capacidade para o futuro acerto, desde que se encontre forrado de
ideais de legítimo interesse pela aprendizagem. Os seus parâmetros renovamse
com muita freqüência, porque a ilusão de um momento se transforma em
realidade noutro, assim impulsionando-o a novas tentativas.
Descobrindo a própria sexualidade e a do seu próximo, a curiosidade
povoa-lhe o universo da mente e os desejos espocam no corpo em forma de
ansiedade, às vezes mal contida.
Não tendo uma formação ética bem consolidada, é direcionado para a
iniciação vulgar, relâmpago, destituída de compromisso, correndo o risco de
contaminar-se de inúmeras enfermidades, particularmente a sífilis com todo o
seu séquito de seqüelas e a AIDS.
Evitando os mecanismos preventivos de contágio, ou porque a ocorrência
se apresenta precipitadamente, ou em circunstâncias imprevistas, torna-se
mais vulnerável aos riscos das doenças infecto-contagiosas, dentre as quais se
destaca a ora denominada peste branca.
Outrossim, atraído ao consumo de drogas injetáveis, entre tormentos e
ansiedades volumosas, participa das sessões coletivas, utilizando-se de
agulhas usadas, que se fazem portadoras do vírus e torna-se, sem o perceber,
soropositivo, abrindo campo para a degenerescência orgânica futura.
Somente a educação dos hábitos sexuais, através da disciplina bem
direcionada, e a total abstinência de uso de drogas de qualquer natureza,
especialmente as injetáveis, podem assegurar ao indivíduo em geral e ao
adolescente em particular permanecerem imunes à AIDS.
Certamente existem os casos das transfusões de sangue contaminado,
que a negligência das autoridades sanitárias e médicas podem e devem evitar,
no entanto a ocorrência de casos é bem menor do que naqueles acima
referidos.
Mesmo quando se recomenda o uso de preservativos para os
relacionamentos sexuais seguros, merece seja considerado que o vírus da
AIDS é menor que o poro do látex, que é a matéria prima essencial para a
confecção dos mecanismos preventivos. Tem havido muitos casos, nos quais o
espermatozóide atravessa o látex protetor e realiza a fecundação feminina, isto
porque o mesmo mede cerca de três mícrons, tamanho menor do que os poros
do preservativo. Considerando-se que o vírus da AIDS é dez vezes menor do
que o espermatozóide, portanto, medindo aproximadamente 0,1 mícron, as
possibilidades de atravessarem os poros do látex são incontáveis.
As pessoas gostam muito de vivenciar regimes de exceção e é muito
comum asseverarem que determinadas ocorrências negativas não lhes
acontecem, como se a sua leviandade as imunizasse contra as conseqüências
desastrosas da insensatez.
Da mesma forma pensam, muitos adolescentes, que se entregam a
riscos desnecessários, confiando na boa fortuna ou na fada madrinha, que os
iriam proteger mesmo sem qualquer merecimento da parte deles.
Qualquer fator degenerativo, que decorra de contaminação microbiana
ou virótica, atinge todas as criaturas humanas, não havendo pessoas imunes à
ocorrência.
Os cientistas detectaram pouquíssimos indivíduos que se não
contaminaram com o vírus HIV, não obstante os relacionamentos promíscuos
que se têm permitido na área do sexo, e os estudam, procurando respostas
para o fato, cujas razões devem encontrar-se na estrutura orgânica através de
resistências específicas. Da raridade do acontecimento à generalização,
medeia, no entanto, uma distância infinita, que não pode ser ignorada.
Quando o indivíduo se permite licenças morais, não apenas as suas
defesas orgânicas entram em desequilíbrio, mas também aquelas que
procedem do Espírito através do psiquismo, fonte geradora da vida. O hábito
doentio da permissividade produz enzimas psíquicas que agridem o sistema
imunológico e desarticulam as defesas do corpo. Ademais, fazemos parte do
grupo de estudiosos que acreditam possuírem, as células, um tipo de
consciência embrionária individual, que merece respeito, mediante cujo
intercâmbio se obtém a de natureza global, aquela que é expressa pelas
experiências do ser espiritual.
Assim sendo, toda vez que a mente desavisada ou viciosa planeja
atividades perturbadoras e vulgares, agride a consciência de equilíbrio com
diversas células, que passam a funcionar irregularmente, dando início ao
campo receptivo para as infecções, as contaminações. Esse acontecimento
poderia ser então considerado da seguinte forma: não são os microorganismos
destrutivos que produzem as doenças no ser humano, mas o psiquismo em
deterioramento, que abre campo vibratório para que os invasores se instalem e
desenvolvam os processos de enfermidades.
A partir do momento em que se reconsiderem atitudes e linhas de
pensamentos, contribui-se definitivamente para a mudança de campo
propiciatório à recomposição da saúde, ao tempo em que as substâncias
medicamentosas produzirão os efeitos desejados por melhor receptividade
celular.
A mente e o comportamento estão associados aos complexos
mecanismos da saúde e da doença, contribuindo de forma eficaz para a
instalação de uma ou de outra.
No caso do adolescente, em razão da sua imaturidade e da falta de
reflexão mental no cotidiano, o problema das infecções é muito mais
perturbador, porqüanto, ao detectar qualquer processo em instalação, o medo
o assalta, passando a contribuir psiquicamente para a sua ampliação.
Uma conduta saudável, que resulta de pensamentos edificantes e
equilibrados, constitui o melhor caminho para uma existência juvenil feliz, sem
os riscos dos desequilíbrios emocionais nem das enfermidades degenerativas,
particularmente da AIDS, cuja cura ainda se encontra algo distante de ser
conseguida, embora as notícias auspiciosas que aparecem a cada momento.
Vida, portanto, saudável, em qualquer período da existência,
particularmente na adolescência, é a receita para a felicidade.